A meta de sindicalização assumida no último congresso da CGTP foi ultrapassada, dado que foram conseguidas 105.106 novas sindicalizações nos últimos quatro anos, até ao dia da reunião magna da central, em fevereiro, revelou esta segunda-feira Arménio Carlos.

A meta da CGTP assumida no XII Congresso, há quatro anos, era de 100 mil novas sindicalizações, mas até à realização do XIII Congresso, a 26 e 27 de fevereiro, em Almada, houve 105.106 novas sindicalizações, a maioria das quais mulheres, e quatro mil jovens, revelou o secretário-geral da CGTP, em conferência de imprensa.

A meta de sindicalização para os próximos quatro anos, assumida pela Inter na reunião magna, é de 110 mil novos sindicalizados, 11 mil delegados e 1.100 representantes dos trabalhadores.

Arménio Carlos falava no final do Conselho Nacional da central, que hoje elegeu a Comissão Executiva com 120 votos a favor, 12 brancos e um nulo. Foi igualmente eleito o Secretariado Nacional, com 119 votos a favor e 12 brancos.

O Conselho Nacional elegeu ainda o secretário-geral, reconduzindo assim no cargo Arménio Carlos, para o seu segundo e último mandato, com 106 votos a favor e 25 brancos.

O Conselho Nacional é composto por 147 dirigentes, sendo que 39 integram este órgão pela primeira vez e reforçam a presença das mulheres e dos jovens até aos 35 anos, garantindo a renovação de 26 por cento deste órgão.

O primeiro mandato de Arménio Carlos enquanto secretário-geral da CGTP ficou marcado por centenas de ações de luta, gerais e setoriais, e por três greves gerais.

Na liderança da CGTP desde janeiro de 2012, Arménio Carlos marcou o início do seu mandato à frente da central sindical com duas greves gerais nesse ano, durante o governo de direita do PSD/CDS e numa altura em que o país estava sob assistência financeira e fortes medidas de austeridade.

Para os próximos quatro anos, a CGTP promete intensificar a luta reivindicativa nos próximos anos para tentar resolver os problemas dos trabalhadores e melhorar as suas condições laborais.