O tribunal de Luanda que julga os ativistas acusados de preparem uma rebelião decidiu hoje prescindir de ouvir dezenas de declarantes arrolados, dando por concluída a fase de produção de prova, agendando alegações para 14 de março.

A decisão foi anunciada pelo juiz da causa, Januário Domingos, após nova sessão em que nenhum dos declarantes que integra a lista do suposto governo de salvação nacional – utilizado como prova contra os 17 ativistas em julgamento – ter comparecido em tribunal, para prestar declarações.

“Prescindimos das declarações e não dos declarantes”, disse o juiz, dando provimento a recursos da defesa e do Ministério Público para “acelerar” o julgamento, que se arrasta em sucessivos adiamentos desde novembro, anunciando depois a instauração de processos-crime, por desobediência, a todos os mais de 20 elementos que foram “legalmente notificados” e não compareceram.