O controlo positivo da russa Maria Sharapova relançou para o debate público a questão das substâncias ilícitas no ténis, numa lista crescente de casos, mas também do reforço dos testes antidoping.

Maria Sharapova foi o mais recente caso de doping no ténis. A tenista russa teve um controlo positivo de meldonium, substância que tomava desde 2006, mas que só este ano foi considerada ilícita.

Mais comum no ciclismo e no atletismo, a verdade é que o ténis começa agora a ser alvo de mais controlo por parte das autoridades.

Em 2001, o argentino Juan Ignacio Chela, que viria a ser campeão do Estoril Open três anos depois, foi suspenso por três meses depois de acusar um esteroide anabolizante.

Outro argentino, Mariano Puerta, finalista de Roland Garros em 2005 (derrotado pelo espanhol Rafael Nadal), foi suspenso por oito anos (depois passou a dez), após controlo positivo de um anabolizante num teste realizado antes da final do torneio francês.

O croata Marin Cilic, em 2013, é um dos exemplos mais recentes, ao ser suspenso por nove meses, após consumo de estimulantes.

O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) acabou por diminuir a pena para quatro meses, por considerar que o recurso à substância tinha sido inadvertido, num caso com contornos semelhantes ao de Maria Sharapova, que alegou desconhecer que o fármaco que ingeria passara a ser ilícito.

O atual campeão do Estoril Open, Richard Gasquet, figurou na lista dos tenistas com controlo positivo, em 2009, por uso de cocaína, mas o francês acabou por ser ilibado das acusações depois de ter sido aceite a justificação que a droga derivava de um beijo de uma mulher numa discoteca.

Em sentido inverso, a antiga líder do ‘ranking’ WTA Martina Hingis acabou por terminar carreira em 2008, depois de confirmada a suspensão de dois anos aplicada à jogadora suíça por recurso a cocaína.

Também o norte-americano Andre Agassi, ex-número um mundial, admitiu, após terminar carreira, ter consumido, em 1997, o estimulante metanfetamina.

Atualmente, estão oito tenistas suspensos por controlos de doping, provando que o reforço dos testes tem detetado cada vez mais casos.

O ténis só aderiu em 2004 aos códigos da Agência Mundial Antidopagem e ao uso do passaporte biológico, em 2013.