Centenas de milhares de trabalhadores e estudantes manifestaram-se esta quarta-feira em França contra uma reforma do mercado de trabalho, que qualificam de “regressão histórica”, e para pressionar o governo socialista a um ano das presidenciais francesas.

De acordo com os sindicatos que promoveram o protesto, e que afirmam ter mobilizado 400 mil manifestantes, trata-se de um “sucesso” e de “um primeiro aviso” dirigido ao governo.

Já o Ministério do Interior francês estimou em 224 mil o número de pessoas que desfilaram um pouco por toda a França. A mobilização desta quarta-feira “não demonstrou a rejeição deste projeto de lei”, considerou por seu turno o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jean-Marie Le Guen.

Em Paris, diferentes concentrações em zonas distintas da cidade mobilizaram um total de 100 mil participantes, segundo a CGT, a principal estrutura sindical de trabalhadores, mas a polícia contabilizou um número de manifestantes que oscila entre os 27 mil e os 29 mil.

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A Unef, o principal sindicato estudantil, já lançou um apelo à participação numa manifestação marcada para 17 de março, antes da apresentação do projeto de lei do governo no Conselho de Ministros de 24 de março. Entretanto, sete sindicatos já anunciaram uma greve e várias manifestações para o dia 31 de março.

Na origem da contestação está uma reforma destinada a flexibilizar o mercado de trabalho e a favorecer a contratação num país onde o desemprego é bastante elevado e que os sindicatos classificam de “regressão histórica”.