As autoridades venezuelanas confirmaram hoje que encontraram os restos de quatro dos 28 mineiros que a 04 de março último foram massacrados por desconhecidos na localidade venezuelana de Tumeremo, Estado de Bolívar, 880 quilómetros a sudeste de Caracas.

“Localizámos o sítio onde se encontram os restos das pessoas desaparecidas em Tumeremo, dentro da selva. Até agora encontrámos quatro cadáveres, não sabemos se todos estão ali”, anunciou a procuradora geral da Venezuela.

Luísa Ortega Díaz explicou aos jornalistas que “uma equipa do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais (antiga Polícia Técnica Judiciária) e do Ministério Público” estão no lugar a exumar os restos mortais.

“Temos plenamente identificadas 18 das vítimas desaparecidas. Até agora temos a certeza de que se trata de (pelo menos) 21 pessoas desaparecidas”, frisou.

A responsável precisou que foi detida uma pessoa e há uma ordem de detenção contra outras três pessoas por suspeita de envolvimento no massacre dos mineiros.

Entretanto as autoridades confiscaram 11 viaturas e um camião que alegadamente foi usado para transportar as vítimas.

A investigação surgiu com base numa denúncia, feita por familiares, sobre o desaparecimento de 28 mineiros, situação que originou protestos que durante vários dias bloquearam a estrada principal que liga o sudeste venezuelano com o norte do Brasil, zona que agora está ocupada pelos militares.

A imprensa venezuelana dá conta que os 28 mineiros teriam sido assassinados por um grupo de criminosos que tentou controlar uma das minas de ouro da localidade, mas as autoridades alegam que não têm dados precisos sobre o massacre.

O Governo venezuelano anunciou, recentemente, um novo plano mineiro para a zona sul do país, para impulsionar a exploração de ouro, diamantes, cobre, ferro e outros minerais.

Frequentemente aparecem denúncias na imprensa venezuelana de alegados “garimpeiros” que extraem ilegalmente ouro de minas venezuelanas.

Por outro lado, os ecologistas denunciam também com regularidade os danos ambientais nas minas.