Bicóprego

Travessa do Monte do Carmo, 19 (Príncipe Real). 21 608 9225. Todos os dias, das 12h às 00h. facebook.com/Bicoprego

Roger Branco, o dono do BicóPrego, não pode ser acusado de ficar a descansar à sombra dos seus negócios. Até porque o que gosta mesmo é de criar novos conceitos. Assim, num espaço onde já serviu petiscos (Cor do Vinho), hambúrgueres (Hamburgueria do Bairro) e cachorros (Modjo), abriu recentemente esta pequena cervejaria que é, na verdade, uma casa de pregos. Uns mais originais, como o de presunto, brie e agrião (5,75€), ou o que substitui o bife de vazia pelo frango, e acompanha com mozzarella e pesto (5€), outros menos — o clássico (5€) leva apenas sal marinho e alho laminado. São oito, ao todo, um deles vegetariano. Toda a carne da vazia vem dos Açores, o pão é saloio e as batatas fritas são caseiras. Para beber há cerveja, refrescos e um pudim estilo Boca Doce capaz de fazer qualquer um regressar à infância.

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O prego de picanha com ananás grelhado e queijo flamengo.
(© Gonçalo F. Santos)

Wood Sushi

Avenida Dom João II, 39A (Parque das Nações). 96 434 7973. De segunda a sábado, das 12h às 21h. www.woodsushi.pt

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Quando se encontram as palavras sushi, self-service e take-away na mesma frase deve-se, regra geral, caso encarar a dita (frase) com alguma desconfiança. Porque é muito raro encontrar nestas paragens quem faça sushi de qualidade e o disponibilize para o cliente servir-se e levar consigo, seja em caixas ou noutro recipiente qualquer. No recém-aberto Wood Sushi a ideia é matar esse preconceito. E isso começa na apresentação: a madeira, tal como o nome indica, é o material em destaque. Não só serviu para decorar boa parte do espaço como para fazer as caixas em que o sushi e as saladas são disponibilizados. Os tamanhos variam, bem como o número de peças, a variedade e o preço (dos 5,50€ aos 11,90€). E se o self-service é o método, o take-away não é obrigatório — quem quiser pode escolher um dos dois pisos ou a esplanada para dar uso aos pauzinhos.

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O nome não engana: no Wood Sushi, a madeira (wood) tem quase tanta importância como o peixe fresco. (foto: © Divulgação)

A Cafetaria

Avenida 24 de Julho, 12, Piso -2 (Cais do Sodré). De segunda a sexta das 08h30 às 19h30

Pergunte-se a qualquer trabalhador de uma empresa com direito a cantina própria pela qualidade do que é servido por lá e a resposta virá, com um grande grau de certeza, acompanhada de um encolher de ombros e um franzir de olhos. A não ser, claro está, que se trate de um trabalhador da EDP. É que na nova sede da empresa, na Avenida 24 de Julho, a respetiva cafetaria — cujo nome vai direto ao assunto, é precisamente A Cafetaria — a oferta está bastante acima da média deste campeonato. Para já, o responsável pelo conceito, carta e exploração não dá pelo nome de Eurest, Itau ou CateringPor, como é hábito nestes espaços, mas sim de Kiko Martins, o chef conhecido pel’A Cevicheria, O Talho, várias aparições televisivas e outros projetos. E o que trouxe Kiko para A Cafetaria? Um atendimento personalizado, focaccias com vários recheios — do salmão ao rosbife de picanha — massas frias, saladas, sopas diárias e preços que, não impondo o uso da expressão pechincha, não chocam: almoça-se facilmente ali por menos de 10€. A cereja no topo do bolo, ou a espuma no topo da chávena, é o facto de o local estar aberto ao público: basta descer ao piso -2 do edifício, acessível por uma rampa, e seguir as indicações a partir da respetiva receção.

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A Cafetaria não tem apenas focaccias. Também tem muita pinta.
(foto: © Divulgação)