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Brasil: PCP condena “operação de desestabilização” e de “cariz golpista”

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O PCP apontou a crise do capitalismo como uma das causas da situação no Brasil, condenando a operação de desestabilização e de "cariz golpista" que diz estar a ser promovida.

PAULO NOVAIS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O PCP apontou esta sexta-feira a crise do capitalismo como uma das causas da situação no Brasil, condenando a operação de desestabilização e de “cariz golpista” que diz estar a ser promovida e manifestando-se solidário com “as forças progressistas brasileiras”.

Numa nota divulgada no ‘site’ do partido, os comunistas acusam os setores “mais retrógrados e antidemocráticas” de promover uma “intensa operação de desestabilização e de cariz golpista” por forma a alcançar o que não conseguiram nas últimas eleições presidenciais.

“A ação montada contra Lula da Silva insere-se neste processo mais geral de desestabilização”, sublinha o PCP, considerando que o que sobressai nos recentes acontecimentos no Brasil não é a tentativa de combater a corrupção e um sistema político e eleitoral que a favorece, mas “uma ação protagonizada pelos setores mais retrógrados”.

O objetivo, prossegue o PCP, é “a criação das condições para a reversão dos avanços nas condições de vida do povo brasileiro alcançados nos últimos 13 anos”.

“O PCP é solidário com as forças progressistas brasileiras, com os trabalhadores e o povo brasileiro e a sua luta em defesa dos seus direitos, da democracia, da justiça e progresso social”, sublinha o partido.

O antigo Presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva está a ser investigado no caso de corrupção na petrolífera estatal Petrobras, tendo sido acusado formalmente de crimes de branqueamento de dinheiro e falsificação de documentos.

Lula da Silva foi empossado quinta-feira como ministro-chefe da Casa Civil brasileira, ato anulado 40 minutos depois pela Justiça e que levou a presidência de Dilma Roussef a recorrer da decisão.

Uma decisão judicial determinou quinta-feira a suspensão cautelar da sua nomeação, mas, mais tarde, a decisão foi anulada por outra instância.

O ex-Presidente ainda não pode, porém, exercer as funções do cargo porque, entretanto, uma juíza do Rio de Janeiro aceitou outro pedido apresentado para anular a sua nomeação.

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