A identificação dos restos mortais das 62 pessoas que morreram no acidente com o Boeing 737-800 da FlyDubai demorará pelo menos duas semanas, afirmou este domingo o ministro russo dos Transportes, Maxim Sokolov.

As equipas russas de resgate já localizaram 183 fragmentos dos corpos das vítimas no local da tragédia e os trabalhos de busca continuam num território de dez hectares, informou a meios russos um porta-voz do ministério russo de Situações de Emergência.

A força com que se precipitou contra o solo o Boeing da companhia dos Emirados Árabes e a explosão que se seguiu ao choque desfez em pedaços o aparelho e espalhou os seus restos num raio de um quilómetro à volta do epicentro do sinistro.

Mais de 800 pessoas e 170 veículos trabalham para recolher os restos do aparelho e garantir a localização de todas as vítimas.

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O avião caiu bruscamente sobre o aeroporto da cidade de Rostov-on-Don depois de passar duas horas e meia às voltas sobre a cidade do sul da Rússia à espera que as péssimas condições meteorológicas permitissem a aterragem.

A maioria dos peritos russos consultados por meios deste país assinalaram que o voo deveria ter sido desviado para outra cidade devido ao mau tempo, densa névoa, chuva incessante e rajadas de vento lateral.

O presidente executivo da FlyDubai, Gaiz al-Gaiz, assegurou que tanto o piloto, de nacionalidade cipriota, como o copiloto reuniam uma avultada experiência com mais de 5.700 horas de voo cada.

A maioria das vítimas era russa, praticamente todos da região de Rostov-on-Don, que tinham viajado aos Emirados Árabes em turismo.