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Natureza

Quercus e FNAPF alertam para ameaças à floresta portuguesa no Dia Internacional das Florestas

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A Quercus associou-se à FNAPF para alertarem sobre os perigos que a floresta portuguesa enfrenta. O aviso foi emitido no dia Internacional das Florestas, que se comemora esta segunda-feira.

As associações celebram o Dia Internacional das Florestas em Oliveira do Hospital.

PAULO NOVAIS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Quercus – Associação Nacional para a Conservação da Natureza – e a Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais (FNAPF) celebram esta segunda-feira o Dia Internacional das Florestas em Oliveira do Hospital, alertando para as ameaças à floresta portuguesa.

“As pressões e ameaças à floresta portuguesa são crescentes, destacando-se a destruição de bosquetes autóctones, os incêndios florestais, as pragas e doenças, a expansão das monoculturas e das invasoras lenhosas, as más práticas de gestão, o absentismo e o abandono dos espaços florestais, a especulação imobiliária e as alterações climáticas”, adverte a Quercus em comunicado.

A associação ambiental afirma que as áreas de floresta natural em Portugal estão a regredir “de forma acentuada”, realçando “o aumento do declínio do montado de sobreiro devido a pragas e doenças associadas a más práticas de gestão e também a mortalidade nas florestas de pinheiro-bravo provocada pelo nematode da madeira do pinheiro, com as frequentes conversões para novos eucaliptais”.

Assinalando o Dia Internacional das Florestas, a Quercus e a FNAPF querem sensibilizar para este problema, destacando a necessidade da “preservação da floresta autóctone” e a “importância da existência de infraestruturas de defesa da floresta contra incêndios, à existência de uma floresta multifuncional e à importância de uma compartimentação da floresta que quebre a continuidade dos povoamentos mono específicos, sejam de eucalipto, sejam de pinheiro bravo, ao combate às invasoras lenhosas e ao combate a pragas e doenças”.

A associação defende que “a floresta é um património de valor incalculável que ainda não é devidamente valorizado pela sociedade, que tende a exaltar a sua dimensão económica e a depreciar a sua dimensão social e ambiental”, destacando que os espaços florestais prestam um “conjunto de benefícios notável à sociedade, como o processo de formação e conservação de solo, fixação de carbono, preservação da biodiversidade e da paisagem ou a regularização do regime hídrico e da qualidade da água”.

É na defesa desta perspetiva comum que a Quercus e a FNAPF se unem para comemorar o Dia Internacional das Florestas, que se celebra em Oliveira do Hospital, concelho que integra a área de atuação da ‘Caule’, uma das 43 Associadas da FNAPF, “como forma de realçar a importância do trabalho realizado nos últimos anos, suportado por um forte investimento público na gestão da floresta, com o combate a muitas das pressões e ameaças”.

As associações vão desenvolver ações de sensibilização, informação e divulgação, visitando os trabalhos realizados pela ‘Caule’, mas também os trabalhos de silvicultura preventiva que estão a ser realizados por equipas de sapadores florestais, estando ainda previstas intervenções dos presidentes da Quercus e da FNAPF.

A instituição do Dia Internacional da Floresta a 21 de março foi decidida a 30 de novembro de 2012, pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e surgiu na sequência do Dia Mundial da Floresta, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em 1971, com o objetivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra.

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