Pelo menos uma dúzia de opositores do Governo cubano foi detida na segunda-feira, informou a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN). Segundo a comissão existem quase 90 presos políticos na ilha.

Entre os detidos que já foram presos no domingo, encontra-se a líder das Damas de Branco, Berta Soler, e alguns membros do grupo, como o antigo preso político Ángel Moya. A informação foi adiantada à agência Efe por Elizardo Sánchez, porta-voz da CCDHRN.

Também no domingo foi detido o líder do projeto independente Estado de Sats, Antonio González-Rodiles. juntamente com a sua namorada, a ativista Ayler González. O Estado de Sats é uma organização que junta intelectuais cubanos para debaterem os problemas políticos, sociais e artísticos que afetam o país.

Elizardo Sánchez explicou que o seu grupo está a tentar precisar o número de detenções na ilha desde domingo, quando chegou o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. No domingo, cerca de 60 dissidentes foram detidos por várias horas após a marcha realizada pelas Damas de Branco.

Em relação ao número de presos políticos em Cuba, Sánchez disse que atualmente têm registados 77 condenados por razões políticas e um que cumpre uma pena domiciliária.

Segundo Sánchez, as estes somam-se os 11 presos sob “licença extra-penal”, uma figura jurídica que não anula as condenações durante a onda de repressão da ‘Primavera Negra’ de 2003, que levou à prisão de 75 dissidentes na ilha.

O Presidente de Cuba, Raúl Castro, rejeitou que existam presos políticos no país, numa conferência de imprensa em Havana, na segunda-feira, juntamente com Obama. Castro desafiou um jornalista a apresentar uma lista de presos políticos e garantiu que, se realmente existem, ficariam livres de imediato.

“Dá-me agora a lista dos presos políticos para que possa libertá-los”, disse Castro.