O diretor executivo da Associação Comercial do Porto (ACP) disse esta segunda-feira que a peça da artista Monika Sosnowska exposta no Palácio da Bolsa a partir de terça-feira é a “primeira de muitas” resultantes da parceria com Serralves.

“Serralves tem uma série de iniciativas que faz internamente, por que não trazer Serralves para fora do museu? Foi nesse contexto que o presidente da ACP e a presidente da Fundação de Serralves falaram”, disse à Lusa o diretor executivo da ACP, Miguel Pinto Maria.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves referiu que “leva ao Palácio da Bolsa a obra ‘Gate'[Portão], de Monika Sosnowska, integrada na Coleção de Serralves desde 2015”, uma peça em aço com mais de quatro metros de altura que estará suspensa na escadaria nobre do palácio.

“Esta apresentação é resultado de uma parceria entre a Associação Comercial do Porto e o Museu de Serralves ao abrigo da qual obras da Coleção de Serralves são apresentadas nos interiores históricos do Palácio da Bolsa, ao longo do ano”, sublinhou o museu, que no ano passado desenvolveu semelhante interação com o Teatro Nacional São João.

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Miguel Pinto Maria disse que “a ideia é ao longo deste ano e dos próximos ter iniciativas de Serralves no Palácio da Bolsa como esta” e afirmou esperar que “seja a primeira de muitas exposições”.

O diretor executivo da ACP realçou que há margem até para “a possibilidade de ter exposições próprias de Serralves para o Palácio da Bolsa”.

Miguel Pinto Maria destacou que o Palácio da Bolsa ultrapassou os 280 mil visitantes em 2015 e que, nos primeiros meses de 2016, está com níveis de crescimento de visitas acima dos registados no ano passado.

“Monika Sosnowska nasceu em 1972 na Polónia e tem exposto o seu trabalho em algumas das mais importantes instituições artísticas mundiais. O Museu de Serralves apresentou em 2015 a sua primeira exposição em Portugal, ‘Arquitetonização’. Nas suas esculturas, Sosnowska dialoga com a história do modernismo, concretamente com os traços que dele restam na Polónia atual”, recordou Serralves no comunicado.