Tom Uzhunnallil, um padre católico indiano, poderá ter sido crucificado na Sexta-feira Santa no Iémen. A informação ainda não está confirmada oficialmente mas foi avançada por um grupo religioso com sede no Dubai e que tem uma relação próxima com o padre que foi raptado por homens do Estado Islâmico no início de março.

O jornal britânico The Telegraph dá voz a este grupo de Dubai que, no seu site, dá como certa a morte de Tom Uzhunnallil. O artigo do The Telegraph acautela, contudo, que ainda há uma grande indefinição sobre o que aconteceu realmente.

Foram difundidas durante o fim de semana várias indicações (não confirmadas) da morte do padre, que teria 56 anos quando foi raptado numa casa de repouso em Áden, uma cidade do Iémen.

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Este domingo, o arcebispo de Viena, Christoph Scönborn, comentou os rumores: “Esperamos que não seja verdade, mas temos de recear que seja, de facto“, afirmou o responsável. E um grupo de freiras franciscanas da África do Sul, que também seria próxima do Padre Uzhunnallil, já lamentou a sua morte, através do Facebook.

irmas

A 4 de março, 16 pessoas morreram no assalto em que o Padre foi raptado por homens que, segundo os sobreviventes, pertenciam ao auto-proclamado Estado Islâmico (EI). Dias depois foi difundida a informação de que o Padre estaria a ser torturado e que seria crucificado na Sexta-feira Santa.

Houve tentativas por parte do governo indiano (protagonizadas pela ministra dos Negócios Estrangeiros) para o libertar, mas até agora terão sido infrutíferas:

Segundo o The Telegraph, até à noite de segunda-feira o governo indiano não conseguiu obter mais informações sobre o paradeiro do Padre Tom. E, há poucas horas, o The Times of India citou um padre local, ligado aos salesianos, que confirmou que “não há notícias confirmadas até ao momento”.