Centro Cultural De Belém

António Lamas admite que CCB “perdeu impacto na atividade cultural”

O ex-presidente do Centro Cultural de Belém (CCB) António Lamas admitiu, no parlamento, que o equipamento "perdeu impacto na atividade cultural", e que "precisa de maior abertura ao exterior".

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O ex-presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), António Lamas, admitiu esta quarta-feira, no parlamento, em Lisboa, que o equipamento “perdeu impacto na atividade cultural”, e que “precisa de maior abertura ao exterior”.

O responsável falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, para prestar esclarecimentos sobre a sua demissão, pelo ministro da Cultura, João Soares, em fevereiro, na sequência de um pedido de um requerimento apresentado pelo PSD.

“Concordo que poderiam ser feitas bastantes alterações, com uma maior programação própria e em parceria com várias instituições culturais do país”, avaliou o ex-presidente sobre a missão do CCB como centro cultural de espetáculos e exposições, na sequência de perguntas do deputado do Bloco de Esquerda, Jorge de Campos, sobre esta matéria.

O ex-presidente do CCB – cuja programação abrange várias áreas artísticas – admitiu ainda que a programação cultural do CCB “deveria ter uma maior presença da dança e do teatro”.

“O CCB precisava de ser modernizado e atualizado e era isso que queríamos tentar fazer”, sublinhou.

Além da presidência do CCB, António Lamas tinha sido nomeado pelo anterior Governo para chefiar uma estrutura de missão para criar um plano de gestão integrada naquela zona de Belém, que reúne cerca de três dezenas de museus e monumentos, e foi sobretudo nessa qualidade que recebeu várias críticas da tutela da cultura, que levaram à sua exoneração.

“A minha demissão era inevitável”, comentou, no final da audição, depois de ter defendido o seu trabalho perante os deputados, à frente da presidência do CCB e na criação de um plano de gestão integrada dos museus e monumentos, que acabou por ser rejeitado, “sem sequer ter sido apreciado ou debatido”.

António Lamas, que tem 69 anos, disse que vai regressar ao Instituto Superior Técnico, onde foi professor, para se jubilar.

Para a presidência do CCB foi nomeado Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado da Cultura e ex-diretor-geral do Património Cultural, que era um dos adjuntos do ministro da Cultura.

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