A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, voltou a pedir esta sexta-feira que a população apoie o seu governo, dizendo que a democracia do Brasil pode ser manchada caso o seu processo de destituição seja aprovado pelo Congresso.

“Precisamos nos manter vigilantes e oferecer resistências às tendências antidemocráticas e às provocações. Nós não defendemos qualquer processo de perseguição de qualquer autoridade porque pensa assim ou assado. Nós não defendemos a violência. Eles [os opositores] defendem”, frisou.

Nas últimas semanas, a Presidente brasileira está a realizar uma campanha quase que diária pela sobrevivência política do seu Governo, fazendo ataques aos opositores durante discursos e em atos públicos.

Dilma Rousseff e os seus apoiantes têm reiteradamente classificado o pedido de ‘impeachment’ como um “golpe à democracia” porque, segundo eles, não há base legal para validar o processo de destituição que está a ser analisado pela Câmara dos Deputados.

A chefe de Estado do Brasil foi formalmente acusada de ter cometido um crime de responsabilidade, previsto como motivo de ‘impeachment’ na Constituição brasileira, porque o seu governo teria usado dinheiro de bancos públicos para mascarar as contas públicas numa manobra conhecida no país como “pedaladas fiscais”.

As declarações desta sexta-feira de Dilma Rousseff foram feitas num evento que autorizou a regularização de propriedades rurais para ‘quilombolas’ (descendentes de africanos) e sem-terra (camponeses que lutam pela reforma agrária), em áreas que somam 56,5 mil hectares, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília.