Sem se concentrar nas diferenças face a Passos Coelho, Paulo Rangel prefere falar das suas propostas para o futuro e, claro, dos ataques ao PS. “Julgo que desempenho muito bem o papel de oposição”, disse numa conversa com o Observador, no congresso do PSD em Espinho. Podia ser oposição a Passos, já que Rangel entrou no congresso como um crítico à atual liderança, mas não.

As críticas maiores vão mesmo para o PS, que o eurodeputado acusa de estar ” a fazer estragos em todo o lado”. E exemplifica com as alterações que diz que os socialistas pretendem em matéria de investigação criminal. Quanto ao PSD, tem-se “concentrado muito em questões centrais para o país”, sobretudo económicas, “mas não deve se esse o tema que esgota a agenda.”

Uma das propostas de Rangel, apresentada no congresso, foi acabar com a distinção pelo título, coisa que o eurodeputado considera contrária à “mobilidade social”. Aqui, atira-se a Francisco Louçã, que não e importa de ser tratado por professor. E provoca: “É uma espécie de professor Marcelo II dos programas da SIC”.

Quanto a críticas ao tom da oposição de Passos, o social-democrata desdramatiza e diz que o que o PSD precisa “é de uma guarda avançada que faça essa oposição de forma sistemática”. Também disse ao Observador que o PSD não deve contar com Marcelo Rebelo de Sousa para isso, já que o “Presidente da República tem de fazer o seu papel e a oposição é que tem de fazer oposição”. E garante mesmo que o PSD não vai exigir a Marcelo “alguma cumplicidade” com o partido.

[Veja aqui o vídeo da conversa com o Observador]

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