Recriar a obra de Rembrandt pode parecer impossível. Mas um grupo de estudiosos do mestre, analistas e peritos em computadores conseguiram “ressuscitar” os traços do pintor do século XVII. O “The Next Rembrandt” é fruto de um trabalho de vários especialistas que durante 18 meses se dedicaram a esta homenagem.

Desde terça-feira esta impressão 3D está exposta ao público na galeria Looiersgracht 60, em Amesterdão. E para que quadro tivesse os traços característicos do pintor recorreu-se à análise de 148 milhões de pixels de 168,263 fragmentos de quadros de Rembrandt.

[Veja o vídeo de apresentação de “The Next Rembrandt”]

Em declarações ao The Guardian, o mentor desta ideia, Bas Korsten, afirmou que ao início houve muitos que duvidaram do sucesso deste projeto até porque “ter a ideia é uma coisa, concretizá-la é outra”.

Um dos desafios que a equipa de engenheiros, cientistas e historiadores enfrentou foi o da criação de um software que conseguisse compreender a técnica de Rembrandt. O uso de geometria, a composição e a utilização de materiais de pintura específicos foram tidos em conta. Foi usado um algoritmo de reconhecimento facial para identificar e classificar os padrões geométricos aplicados na pintura de figuras humanas.

Assim, o resultado é um quadro de um homem com a idade entre os 30 e os 40 anos. Usa roupa escura com uma gola branca, um chapéu e está virado para a direita.

Bas Korsten salienta que objetivo deste projeto não era criar um novo Rembrandt, mas sim “criar algo novo a partir da obra do pintor”. Esta é uma forma de conhecer melhor o trabalho e a técnica do mestre.