O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) reabre esta terça-feira algumas salas que estiveram encerradas devido às obras de requalificação que continuam em curso, no terceiro piso.

De acordo com o MNAA, as salas que estiveram encerradas desde 15 de março, com pintura e escultura portuguesas, mobiliário português, ourivesaria e joalharia, cerâmica e arte da expansão portuguesa, reabrem esta terça.

A pintura “Painéis de São Vicente”, de Nuno Gonçalves, uma das mais procuradas pelos visitantes do museu, vai continuar patente na sala 55 do piso 1, na área tradicionalmente dedicada à pintura europeia, enquanto as obras do terceiro piso não ficarem concluídas.

As obras de requalificação do terceiro piso do Museu de Arte Antiga foram iniciadas em janeiro deste ano e o objetivo é reabrir em maio, com uma nova e maior exposição permanente das coleções de pintura e escultura portuguesas.

A remodelação dessas salas deverá alargar a exposição permanente em uma centena de obras significativas, para cerca de 300 destas peças do acervo do museu.

Criado em 1884, o MNAA acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, desde pintura, escultura, artes decorativas portuguesas, europeias e da Expansão Marítima Portuguesa, desde a Idade Média até ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

Além dos Painéis de São Vicente, o acervo integra ainda, entre outros tesouros, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, datada de 1506, mandada lavrar por D. Manuel I e os Biombos Namban, do final do século XVI, que registam a presença dos portugueses no Japão.