Museus

Presidente da República será primeiro visitante do NewsMuseum

O Presidente da República vai ser o primeiro a visitar oficialmente o novo museu dedicado às notícias e à comunicação, que abre dia 25 de abril no centro histórico de Sintra.

Marcelo Rebelo de Sousa

MÁRIO CRUZ/LUSA

O Presidente da República vai ser “o primeiro visitante” do NewsMuseum, dedicado às notícias e à comunicação, que abre nos primeiros minutos de 25 de abril no centro histórico de Sintra, disse à Lusa fonte do espaço museológico.

Segundo explicou Rodrigo Moita de Deus, diretor do NewsMuseum, a abertura do espaço está prevista para pouco depois das 00h00 de 25 de abril próximo e terá Marcelo Rebelo de Sousa como o seu “primeiro visitante”.

O futuro Museu das Notícias, dos Media e da Comunicação ocupa as antigas instalações do Museu do Brinquedo, no centro histórico de Sintra, onde foi esta terça-feira assinado um protocolo de colaboração com a agência Lusa, para a cedência de equipamentos e utilização do arquivo e do serviço noticioso.

“O arquivo da Lusa é absolutamente fundamental para compreendermos este último período da história de Portugal, compreendermos a forma como os factos se relacionam”, salientou Rodrigo Moita de Deus, que destacou também uma “participação importante” na área dedicada às agências de notícias.

Além de equipamentos expostos juntamente com espólio da congénere espanhola Efe, o acordo de colaboração prevê ainda a disponibilização do arquivo histórico de fotografia e de textos da agência portuguesa, bem como do serviço ‘flash’ de notícias.

O equipamento terá mais de 25 módulos temáticos, distribuídos pelos três andares do edifício, cedido pelo município por 20 anos a uma associação criada por Luís Paixão Martins, antigo jornalista de agência e empresário do setor da comunicação.

Um dos principais espaços do novo museu reside no “iArena”, um ‘lounge’ com 67 metros quadrados, com um ecrã ’touch’ com uma visão quase a 360 graus, vai proporcionar “uma grande dose de interatividade”, realçou Rodrigo Moita de Deus.

A sala possui áreas temáticas dedicadas aos jornalistas que se tornaram notícia, uma estante multimédia sobre comunicação, a descrição do Bairro Alto (Lisboa), onde se concentrava os principais jornais nacionais, e o “altar dos ‘media'” relacionado com Fátima.

Uma torre metálica com 70 monitores (‘A Pirâmide de Babel’), junto às escadas dos diferentes pisos, está ligada aos principais canais televisivos de notícias do mundo, a par da projeção de centenas de títulos em tempo real na aplicação “último minuto” com os temas da atualidade, com base nos ‘media’ nacionais e internacionais.

Além de áreas dedicadas, entre outras, à “propaganda”, géneros jornalísticos, “bad news”, “mind games” e “guerras”, os visitantes podem ainda revisitar uma réplica do estúdio da Rádio Clube Português, onde foi lido o comunicado do Movimento das Forças Armadas no dia 25 de abril de 1974.

Uma galeria de homenagem perpétua aos jornalistas e um espaço de realidade virtual sobre os futuros suportes de comunicação são outras áreas a visitar.

Após uma visita guiada, Teresa Marques, presidente do conselho de administração da Lusa, considerou que o museu “é uma agradável surpresa”, uma vez que “conta de facto a história das notícias, não só em Portugal, como no mundo”.

“Acho que nós, enquanto Lusa, só podemos estar muito satisfeitos em nos termos associado a esta iniciativa”, disse, quando se assinalam 30 anos sobre a criação da agência, em 1986, resultado da fusão da ANOP e da NP-Notícias de Portugal.

A administradora da Lusa sublinhou a caraterística da “interatividade” do novo equipamento, que deverá atrair na população escolar, mas também outros visitantes, que poderão ver a história das notícias nas suas diversas áreas, da política ao desporto.

“Aquilo que fizemos um pouco foi contar a história dos últimos 120 anos do país, e um pouco do mundo, nas notícias que fomos vendo, ouvindo e lendo”, explicou Rodrigo Moita de Deus.

O NewsMuseum “é um museu vivo, construído, pensado e desenhado para seja mexido, tocado, ouvido e sentido também, porque as experiências sentem-se”, frisou, admitindo que “o desafio ainda está a ser vivido todos os dias” até à abertura de portas.

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