Não é incomum. E voltou a acontecer. Diego Simeone e o seu Atlético de Madrid têm sido a “besta negra” do Barcelona na Liga dos Campeões. Em 2013/2014, o Atlético eliminou o Barça e chegou à final do estádio da Luz, mas acabou por perder no prolongamento para o Real Madrid de Cristiano Ronaldo.

Na semana passada o Barcelona venceu (2-1) os colchoneros no Camp Nou. O golo marcado fora podia ser decisivo para o Atlético no jogo da volta, com o Vicente Calderón à pinha, mas acabou por nem fazer falta. O Atlético venceu por 2-0, com um bis do francês Antoine Griezmann, e eliminou o campeão em título.

O Barça vem de uma série de maus resultados, perdeu recentemente com o Real Madrid e a Real Sociedad na La Liga, mas entrou a controlar o jogo na casa do rival de Madrid. Contudo, com o trio “MSN” (Messi, Suárez e Neymar) algo apagado no jogo, o Atlético foi anulando o ataque blaugrana e começou a ameaçar a baliza de Marc-André ter Stegen.

A consumação das ameaças chegou na primeira parte, aos 36′, quando Griezmann surgiu na área, antecipou-se a Piqué e Mascherano, e cabeceou para o 1-0 depois de um cruzamento vindo da direita. Perto do fim, aos 88′, foi novamente o avançado francês a marcar, agora de grande penalidade. Filipe Luis ultrapassou tudo e todos pela esquerda em contra-ataque e cruzou. Um cruzamento que Iniesta desviou com a mão dentro da área. O alemão ter Stegen é grande mas não é dois. E não conseguiu defender o remate de Griezmann.

No tempo de compensação, aos 90’+1′, houve mão na área de Gabi depois de um cruzamento à queima de Iniesta, mas o árbitro considerou que foi fora, marcando apenas falta. Na conversão, e apesar do perigo de um livre ligeiramente descaído para a esquerda, Messi atirou muito por cima da baliza do ex-benfiquista Oblak.