Economia

Católica corta previsões de crescimento de 2% para 1,3%

Laboratório de Economia da Universidade Católica passou a prever um crescimento de 1,3% em 2016, muito abaixo dos 2% que foram projetados há três meses.

Manuel Moura/LUSA

O crescimento económico em Portugal deverá desacelerar para 1,3% em 2016, segundo a última projeção do laboratório de Economia da Universidade Católica, divulgada esta quarta-feira. Trata-se de uma previsão muito mais pessimista do que a anterior, divulgada em janeiro, que apontava para um crescimento da economia na ordem dos 2% para este ano.

A nova projeção da Católica Lisbon Forecasting Lab – NECEP é ainda mais pessimista do que o crescimento de 1,4% previsto pelo FMI. O Banco de Portugal acredita num crescimento um pouco superior – 1,5% – mas, mesmo assim, abaixo dos 1,8% previstos pelo Governo. A meta do défice (2,2%) não será cumprida com as medidas que constam do Orçamento do Estado, diz a NECEP.

“No primeiro trimestre de 2016, a economia portuguesa deve ter registado um crescimento de apenas 0,1% face ao trimestre anterior e um crescimento homólogo de 0,8%. Esta estimativa sugere que o abrandamento económico observado no segundo semestre de 2015 se prolongou ao presente ano”, diz a Católica.

Os economistas falam num “compasso de espera que se manifesta num adiamento da recuperação do investimento” e, também, num “menor fulgor” nas exportações, fruto de uma “ligeira deterioração das perspetivas em torno da economia mundial e, porventura, da apreciação do euro registada neste início de 2016”.

As estimativas do NECEP para o crescimento económico em 2016 e 2017 alteram-se face às últimas estimativas em resultado de três fatores: agravamento do défice estrutural em 2015, fragilidade do crescimento no segundo semestre do ano passado e política orçamental em 2016 menos expansionista face ao anunciado pelo Governo em janeiro.”

A NECEP acredita que “as metas nominais para o défice orçamental (2,2%) não serão atingidas com as medidas inscritas no OE. E o nosso cálculo é que o défice se possa situar em 3,1% em 2016. Ainda assim, é possível que o governo consiga evitar medidas adicionais de curto prazo que pesem negativamente no crescimento económico”.

Mas é admissível que “a qualquer momento as autoridades podem ver-se forçadas a tomar medidas discricionárias de contenção o que se traduziria, no curto prazo, numa nova desaceleração do crescimento”. “A mera perspetiva de que tais medidas são prováveis contribui, desde logo, para o adiar de despesas de investimento e de consumo”, diz a Católica.

A previsão de crescimento para 2017 também caiu – para 1,7%, contra os 2,2% anteriormente estimados. Eis uma reprodução do quadro macroeconómico previsto pelo laboratório:

catolica

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