O espaço de cowork londrino, Ministry of Startups, comprou um bilhete de ida para a internacionalização. Primeira paragem: Lisboa. Quando: Junho. Onde: na zona da Praça de Espanha. E, segundo o que o fundador, Ben Davies, avançou ao Observador, não vai ficar por aqui. O empreendedor tem mais dois edifícios em vista em Lisboa e outro em Cacilhas, em Almada. Nos próximos 12 meses, é provável que o Ministry of Startups também chegue ao Porto.

Comecei a visitar várias cidades europeias para perceber para onde poderia levar o Ministry of Startups, onde poderia gostar de estar no longo prazo. E Berlim era uma cidade maravilhosa, mas não tinha praia”, conta, acrescentando que a decisão de vir para Lisboa estava tomada antes de se saber que a Web Summit se realizaria na capital portuguesa.

“Já sabia que queria vir para Lisboa. Mas fui visitar outras cidades porque queria certificar-me que não havia cidade melhor na Europa. Mas foi estúpido, devia ter decidido logo”, explicou.

Em Londres, o espaço de cowork ocupa três edifícios da cidade e é a casa de cerca de 500 pessoas. Mas é suposto os edifícios irem mudando. Ben Davies explica que o objetivo da Ministry of Startups é o de ocupar edifícios vazios por um período temporário, de cerca de nove ou 10 meses. “Queremos ser uma solução temporária para edifícios abandonados”, explica. Em Lisboa, contudo, o contrato do primeiro espaço prevê um prazo de cinco anos.

No espaço lisboeta há novidades nos preços: além do passe que dá direito a uma secretária fixa, por 95 euros mensais, há duas opções mais económicas: um passe diário de 10 euros e um passe de 50 euros mensais, que permite uma utilização diária, a tempo inteiro, mas sem secretária fixa. Por enquanto, Ben anda à procura de duas startups que queiram estrear o espaço e, em troca, recebem um passe gratuito durante um ano. As candidaturas ao espaço podem ser feitas aqui.

“Eu não vou estar sempre cá, porque a minha sede é em Londres, e preciso de pessoas que sejam um espécie de olhos e ouvidos cá. Porque no Ministry of Startups, não temos rececionista ou gerente. Damos as chaves às pessoas e incluímos-lhes essa responsabilidade”, afirmou.

Até o espaço abrir, Ben Davies vai estar por Lisboa – a construir a mobília: mesas e cadeiras. “Sou eu que faço tudo. Em Londres também”, conta. Sobre o que o preocupa em Lisboa, destaca o investimento. “Tinha algum receio de que não existisse fluxo de caixa suficiente em Portugal, porque em Londres é muito fácil angariar dinheiro. E não sabia como era cá. Mas também esperamos que o Ministry of Startups seja essa ponte”, diz.

Para a incubadora, Ben anda à procura de empreendedores de várias áreas de atividade: tenham lançado startups tecnológicas ou negócios em áreas tão tradicionais como a restauração.

Além do Ministry of Startups, também a Second Home tem data de inauguração prevista para junho, no Mercado da Ribeira. E o Impact Hub abrirá portas, na mesma altura, na zona do Beato-Marvila.