O ministro das Cidades brasileiro, Gilberto Kassab, apresentou a demissão do cargo na sexta-feira à noite, dois dias antes da votação do pedido de destituição da Presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, por não ter conseguido reunir votos necessários no partido para ajudar a deitar abaixo o pedido de impugnação da Presidente do Brasil.

A demissão do ministro do PSD foi apresentada dois dias depois de o líder do PSD na Câmara dos Deputados, Rogério Rosso, ter informado que ia orientar a bancada para votar favoravelmente à continuidade do processo de impeachment (impugnação) da líder brasileira.

A imprensa local recorda que o governante já tinha tentado afastar-se do governo na quarta-feira, quando esteve com a Presidente, e afirmou que “não se sentia confortável” em permanecer no cargo, porque não tinha conseguido reunir os votos que considerava necessários para ajudar a derrubar o pedido de impeachment. Dos 35 deputados do PSD, somente cinco ou seis estavam dispostos a votar contra o processo.

A imprensa local escreve que a Presidente brasileira terá pedido a Gilberto Kassab que ficasse, pelo menos, até domingo, dia da votação do pedido de impugnação na Câmara dos Deputados, mas o governante decidiu sair antes, diante da pressão do seu partido.

Ao contrário de outros partidos, o PSD não fechou questão a favor do impeachment, pelo que deputados que votarem contra o afastamento de Dilma Rousseff não serão expulsos do partido.

O Ministério das Cidades é uma das pastas com maior orçamento no governo – sendo responsável pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, uma das principais bandeiras do governo de Dilma Rousseff – e a única que estava sob o comando do PSD.

Fundador do PSD e ex-autarca de São Paulo, Gilberto Kassab assumiu a liderança do Ministério das Cidades no final de 2014, no segundo mandato de Dilma Rousseff.

A possibilidade de impugnação do mandato de Dilma Rousseff surgiu na sequência da revelação das chamadas “pedaladas fiscais”, atos ilegais resultantes da autorização de adiantamentos de verbas de bancos para os cofres do Governo para melhorar o resultado das contas públicas.