A porta-voz do Bloco de Esquerda falou este domingo sobre o recuo no acordo do BPI para dizer que “a banca é um assunto sério de mais para ser deixado na mão de banqueiros privados”. Catarina Martins falou mesmo no “risco para os contribuintes” que o desentendimento pode vir a significar.

Catarina Martins falou em Coimbra, no final do encontro “Inconformação”, promovido pelos Jovens do Bloco de Esquerda, mantendo o tom crítico relativamente à banca e ao debate que diz ser “absurdo” “sobre se a banca está a ser espanholizada e se é possível angolanizá-la para ela ser menos espanholizada”.

Quando ouvimos as notícias como hoje, em que no caso do BPI os banqueiros espanhóis e angolanos não são capazes de se entender e o risco do seu não-entendimento pode ser um risco para os contribuintes, percebemos todos muito bem que a banca é um assunto sério demais para ser deixado nas mãos de banqueiros privados”.

Na discussão sobre o excesso de exposição da banca nacional ao capital angolano e espanhol, o partido que apoia o Governo PS tem criticado que se tente encontrar um equilíbrio entre os dois, pedindo antes que se encontre uma solução para estabilizar o sistema financeiro português como o país a ter “o controlo estratégico do sistema financeiro”. O Governo socialista assumiu publicamente (foi uma das negociações onde António Costa se fez representar pelo seu “melhor amigo”, o advogado Diogo Lacerda Machado), nas últimas semanas, um papel ativo na procura de uma solução de acordo entre o Caixabank e a Santoro Finance que contornasse as novas exigências do BCE relativas à exposição de bancos europeus a outros países (incluindo Angola).