A informação consta de um relatório mensal do BNA sobre a evolução das Reservas Internacionais Líquidas angolanas (RIL), que no final de março subiram para 24.148 milhões de dólares (21,3 mil milhões de euros) face aos 23.888 milhões de dólares (21,3 mil milhões de euros) de fevereiro. Neste caso após revisão em baixa, tendo em conta os primeiros dados preliminares de fevereiro.

O novo governador do BNA, Valter Filipe Silva, disse na segunda-feira, em Luanda, que o nível das RIL angolanas representa o equivalente a oito meses de importações dos bens e equipamentos, tendo em conta as necessidades atuais, numa altura de forte contenção na disponibilização de divisas aos bancos.

O FMI anunciou a 06 de abril que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos foram debatidos nas reuniões de primavera, em Washington, prosseguindo durante uma visita ao país, em maio.

O ministro das Finanças de Angola, Armando Manuel, esclareceu entretanto que este pedido será para um Programa de Financiamento Ampliado para apoiar a diversificação económica a médio prazo, negando que se trate de um resgate económico.

As RIL, reservas em moeda estrangeira, são necessárias para garantir nomeadamente as importações nacionais de matéria-prima ou de alimentos, sendo a contínua redução que se verifica há mais de um ano e meio justificada com a crise da cotação internacional do petróleo, que diminuiu as receitas angolanas e com isso a entrada de divisas no país.

Em dois anos, as reservas angolanas perderam quase seis mil milhões de euros, tendo em conta os máximos históricos de 2013, antes da crise da cotação do petróleo.

A redução de entrada de divisas no país levou por sua vez à diminuição no volume das RIL, mas que segundo o Governo anunciou na altura, terminaram o ano de 2015 num nível suficiente para garantir mais de seis meses de importações, o valor mais baixo em cinco anos.

As reservas contabilizadas pelo BNA são constituídas com base em disponibilidades e aplicações sobre não residentes, bem como obrigações de curto prazo.