Millennium Estoril Open

Sai um top-10, entra um top-90. Hola Fernando Verdasco

Depois de anunciar a ausência de Tsonga, a organização do Estoril Open revelou que o 86.º classificado do ranking será o seu substituto. Boa notícia para João Sousa, que se livra da primeira ronda.

Um jogo agressivo e uma direita a duas mãos que abusa no top-spin. Aos 32 anos, Fernando Verdasco vai regressar ao Estoril Open: em 2011, perdeu a final contra o argentino Juan Martin del Potro

Harry How/Getty Images

Autor
  • Diogo Pombo

Não é exatamente a mesma coisa sair de casa, parar na bancada, sentar e ver no court central do Estoril Open um número 86 do ranking mundial a jogar em vez do número sete. Mas as lesões são malandras e, quando aparecem, é para serem desmancha-prazeres. Às 14h20 desta sexta-feira ficava-se a saber que Jo-Wilfried Tsonga, o francês que seria o cabeça de cartaz, não ia poder estar no maior torneio português. Às 15h52 era a vez de a organização enviar um e-mail a informar que, à última hora, o substituto encontrado é Fernando Verdasco. Mas lá está, não é bem a mesma coisa.

O melhor do espanhol já se viu há muito, porque já foi em 2009 que conseguiu estar como Tsonga está hoje, que é ser o sétimo melhor tenista do mundo. Fernando Verdasco ainda tem o nome e a reputação de quem, durante uns anos, conseguiu bater a raquete aos tubarões do ténis e deu ao circuito mais um espanhol que assentava o seu ténis na agressividade, pancadas fortes e correrias constantes. O outro era e é Rafael Nadal, contra quem apenas venceu três vezes — a última em janeiro, no Open da Austrália — em 15 jogos, embora essas vitórias tenham aparecido entre os derradeiros cinco duelos que tiveram.

Fernando Verdasco não deixa de ser alguém habituado a jogar em torneios do Grand Slam e a defrontar os melhores. Ou, como a organização o vê, um jogador “com um ténis explosivo e musculado, assente num grande serviço e numa portentosa direita em topspin“, que “chegou a ser catalogado de ‘Cristiano Ronaldo’ do ténis em virtude das semelhanças quanto ao estilo adotado”. Nas palavras de João Zilhão, diretor do Estoril Open, o tenista espanhol “tem mostrado estar a regressar ao seu melhor ténis e é sempre um nome muito popular entre o público, não só por apresentar credenciais de top 10 mas também pelo seu ténis espectacular”.

A boa notícia no meio de tudo isto vai para João Sousa. Com a saída de um cabeça de cartaz do torneio e a entrada de um jogador com um ranking inferior ao do português, o tenista de Guimarães fica isento da primeiro ronda do Estoril Open. Como tal, o melhor tenista nacional deverá começar a bater bolas no Estoril Open apenas na próxima quarta ou quinta-feira, de acordo com o previsto pela organização.

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