O Lloyds Banking Group planeia eliminar mais postos de trabalho do que os nove mil que foram previstos em outubro de 2014. A informação foi transmitida à Bloomberg por duas fontes conhecedoras do processo, depois de o presidente executivo, António Horta-Osório, ter dito que o que banco iria fazer era tentar atingir os objetivos de redução de pessoal mais cedo do que o previsto. As taxas de juro baixas devem obrigar o português a fazer mais do que isso.

“Vamos chegar aos objetivos finais que estabelecemos, mas mais cedo”, tinha afirmado Horta-Osório em fevereiro. “Quando se tem tendências de mercado, designadamente quando os clientes optam mais pelo digital, ou quando as receitas não crescem, é necessário ajustar a base de custos”, afirmou o responsável. Esse “ajustamento” da base de custos, segundo a notícia da Bloomberg desta sexta-feira, irá passar mesmo pela diminuição de postos de trabalho num número maior do que o plano atual prevê.

No final do ano passado, o Lloyds tinha 75.306 funcionários mas esse número deverá cair mais rapidamente do que se previa. A Bloomberg admite que o Lloyds apresente um novo plano estratégico durante o verão.

Os analistas de banca citados pela Bloomberg sublinham que a contenção no setor está relacionada com as taxas de juro baixas (ou mesmo negativas, em alguns casos) que proliferam nas principais economias mundiais. Esse facto reduz a rentabilidade dos bancos numa altura em que os bancos estão, também, confrontados com taxas de crescimento económico mais baixas.