Millennium Estoril Open

Estoril Open. “I kill you” e mais 9 histórias para abrir o apetite

Federer de elétrico por Lisboa, Feliciano López a surfar no Guincho, Wawrinka nas águas do Tejo e Frederico Gil a ouvir um "I kill you". Há muuuuitas histórias e o Estoril Open arranca este sábado.

O senhor Roger a dirigir um elétrico por Lisboa, em maio de 2010

AFP/Getty Images

Autor
  • Hugo Tavares da Silva

O Estoril Open arranca este sábado e há tantas histórias para lembrar. É certo que agora a organização é outra, o que o configura noutro torneio ATP 250, algo que acontece desde o ano passado, com a mudança também do Jamor para o Clube de Ténis do Estoril, mas a magia de tempos idos é inesquecível. A lengalenga começou em 1990 e tem tido vários momentos dignos de se alojarem na memória.

Thomas Muster, Novak Djokovic, Roger Federer e Rafael Nadal, por exemplo, passaram por cá e, mais tarde, seriam grandes campeões. Outro senhor que passou pela terra batida lusitana foi Guga, o brasileiro de quem toda a gente gostava, que apenas brilhou na competição de pares (1997). Depois, há histórias para todos os gostos, com o Tejo, pastéis de nata, Benfica e surf ao barulho. É só puxar para baixo, senhoras e senhores, sem medo do título do capítulo em baixo…

“I kill you”

Não, este capítulo não é sobre o esforçado trabalho do ventríloquo que fez nascer Achmed, o terrorista morto que não nasceu para aquilo. A ameaça chegou num inglês com sotaque russo. Esta história remonta a 2005, em pleno Estoril Open, altura em que Frederico Gil sonhava como sonham os garotos de 21 anos. O céu era o limite. Se os desejos não tinham teto, o mesmo não se pode dizer da paciência de Dmitry Tursunov. O tenista russo era do top-20 e não esperava certamente grandes dificuldades com o português, que tinha com ele a multidão nas bancadas do court.

Estoril Open 2016

Datas: 23 de abril – 1 de maio
Local: Clube de Ténis do Estoril
Bilhetes entre €5 e €220
Transmissão: RTP2 e Eurosport

“Demorava muito tempo entre os pontos, na respiração, a ir à toalha”, contou ao Observador Gil, em novembro de 2011. O português lembrou então que recebeu vários avisos por parte do árbitro, enquanto o rival ia ficando sem ar (leia-se aziado). Jogavam-se os quartos-de-final, já cheirava a “meias”, não era brincadeira, e o homem da casa acabou por vencer mesmo. Na altura dos guerreiros encurtarem distâncias e selarem a coisa com um aperto de mão… “Nem percebi bem, mas ele disse-me qualquer coisa como: ‘I kill you [Eu mato-te]'”. Pelo sim, pelo não, Frederico Gil pediu a seguranças que o acompanhassem até ao balneário.

Quando não se tem juízo no surf, o ténis é que paga

Na edição do ano passado, havia sete jogadores do top-50, entre eles figuravam nomes interessantes como Feliciano López, Richard Gasquet — o francês da esquerda elegante — e Nick Kyrgios, que está de volta na edição deste ano. Esta história é sobre Feliciano, o espanhol bem-parecido, que começou a jogar ténis aos cinco anos com o pai e futuro treinador, também ele Feliciano. É louco pelo Real Madrid, mas nem foi o futebol a estar em destaque na sua visita em 2015. O espanhol foi antes experimentar surf com Marc López e alguns surfistas portugueses (Filipe Jervis, Miguel Blanco e Pedro Coelho).

Bom, a história é curta e com piada. Tinha 33 anos e ocupava o honroso 12.º lugar no ranking ATP, tornando-se assim no primeiro cabeça de série do torneio português. Ou seja, estava dispensado da primeira ronda. López lá foi até ao Guincho, em Cascais, sentir aquela aragem fresquinha e a água “quentinha” (muita ironia). O senhor natural de Toledo andou à bulha com o mar e acabou por ganhar, nem que seja porque conseguiu surfar uma onda. “Não roda tudo à volta do ténis, quero aproveitar este lugar maravilhoso”, disse, com os pés enfiados na areia.

Pior foi o que veio depois. Na segunda ronda, diante do holandês Robin Haase, as coisas até começaram bem, com uma vitória por 6-4. Depois é que foram elas: 6-7 (2-7) e 4-6. Ninguém pode assegurar que foi a aventura no surf a derrubar o espanhol, até porque há dias maus, mas não deixa de ser curioso. Haase estava no 101.º do ranking ATP. Já o Guincho…

“Pelo Tejo vai-se para o Mundo”

Stanislas Wawrinka tem apelido polaco e é filho de um alemão e de uma suíça. Em 2013, tocou-lhe a oportunidade de disputar o torneio português. “Stan the Man” é profissional desde 2002, por isso aquelas andanças pelo torneio mais famoso da Linha já não lhe tiravam o sono. Na véspera do arranque da competição, Wawrinka investiu num passeio pelo Tejo, com Elena Vesnina (29.ª), para desfrutar do sol ali tão perto da então capital portuguesa do ténis.

Switzerland's Stanislas Wawrinka returns the ball to Netherlands' Robin Haase during their Estoril Open tennis tournament quarter-final match in Oeiras, on the outskirts of Lisbon, on May 4, 2012. Wawrinka won 6-1, 6-4. AFP PHOTO / FRANCISCO LEONG (Photo credit should read FRANCISCO LEONG/AFP/GettyImages)

Stanislas Wawrink no Estoril Open, em 2013 (FRANCISCO LEONG/AFP/GettyImages)

O veleiro chamava-se “Patrão Mor” e o passeio durou cerca de uma hora. Às vezes, o universo tem destas coisas, tanto o nome do veleiro como a palavra “passeio” sugeriam já uma espécie de prenúncio. É que Wawrinka seria o patrão mor desse Estoril Open, derrotando na final David Ferrer (6-1, 6-4).

O título deste capítulo anda a reboque de um poema de Fernando Pessoa por uma razão muito simples: em menos de um ano, Wawrinka saltaria para debaixo dos holofotes do campeonato dos grandes, com o terceiro posto do ranking ATP, batendo-se com gigantes como Djokovic, Nadal e Federer. Depois do Estoril Open, o tenista suíço venceu o Australia Open (2014), o Masters de Monte Carlo (2014) e Roland Garros (2015) — ao todo, meteu no bolso nove torneios após a vinda a Portugal.

Bolas com selo português

A edição anterior do Estoril Open inovou. Segundo o site Ténis Portugal, todas as bolas utilizadas foram estampadas no local, com uma tecnologia que permitia que a terra batida fosse expelida logo após a pancada da raquete. “Uma hora antes de cada jogo inicia-se um processo a quente numa máquina de estampagem, que garante que a bola não perde qualidade, ainda para mais quando a Dunlop apresenta uma tecnologia específica para a terra batida o que obriga ainda a mais cuidados”, escrevia então o Ténis Portugal.

E continuava: “A tecnologia utilizada faz com que a terra batida seja expelida da bola logo após a pancada, o que faz com que a bola não vá ganhando peso ao longo do jogo. Para cada encontro, a Dunlop prepara assim sete latas de bolas, que no caso de não serem utilizadas também não podem ser no dia seguinte, devido à perda de qualidade”. Diz o mesmo artigo que a Dropshot, a representante da Dunlop em Portugal, estampou 500 bolas por dia, para um evento que utilizaria oito mil bolas (apenas metade seria usada nos jogos oficiais).

Djokovic, Benfica e Eusébio

No dia 30 de abril de 2007, o court central do Estoril Open recebia uma das partidas mais aguardadas: Djokovic vs. Igor Andreev. Na véspera desse duelo, Djoko foi ao Estádio da Luz ver o Benfica-Sporting, que acabou 1-1 (Liedson; Miccoli). O sérvio adora futebol e escolhera o Benfica como o seu clube em Portugal. No dia seguinte, era altura de voltar a meter a cabeça no ténis, mas a surpresa foi como entrou no court: com a camisola 4 do Benfica vestida, com Djokovic escrito nas costas. No final, o sérvio ganhou ao russo e Miccoli, em destaque no dérbi lisboeta, deu-lhe os parabéns pessoalmente.

O Benfica até apostaria uns anos mais tarde no mercado sérvio, mas Djokovic foi o primeiro, como tantas vezes o seria na sua vida daí para a frente. Por isso, o conto de fadas não ficaria por aí. Nessa edição do Estoril Open, o jovem craque Djoko bateria Gasquet na final e receberia o troféu das mãos da lenda maior da sua recente paixão… Eusébio.

Guga, o gentleman com ar de surfista que continuou a ser campeão depois do ténis

Gustavo Kuerten foi rei em Roland Garros, com três vitórias (1997, 2000, 2001). A primeira delas, com 20 anos, coincidiu com a sua vinda ao Estoril Open. O tenista de Florianopolis até começou bem em solo português, com uma vitória sobre o compatriota Fernando Meligeni (6-4, 6-2). A seguir, na segunda ronda, caiu aos pés do espanhol Francisco Clavet, que chegaria à final.

O foco de Guga virou-se para a competição de pares, na qual jogava precisamente com Meligeni. A final e as “meias” foram um “passeio no parque”, expressão que sugere facilidade e que soa muito melhor em inglês, mas a vida não tinha sido assim tão fácil nos quartos-de-final. Culpa de quem? De uns filhos da terra: João Cunha e Silva e Nuno Marques, que até ganharam o primeiro set e obrigaram os brasileiros a jogarem a negra.

Guga era um tenista especial. Carismático, com energia e um ar cool, relaxado. Era um vencedor e talvez tenha vindo preencher um vazio no orgulho brasileiro após a morte de Ayrton Senna, em 1994. Gustavo Kuerten foi um vencedor também e, numa participação no último episódio da série sobre Senna, elogiou a atitude e a mentalidade do antigo campeão de Fórmula 1, a quem chama de “mestre”. Porquê? Simples, por ter tido duelos em que já sabia que ia vencer — “o outro também já sabia que ia perder, até imaginava pela cabeça do outro”.

Prémio Adhemar Ferreira da Silva

Foi criado em 2001 e tem como objetivo homenagear atletas e ex-atletas que representem os valores que marcaram a carreira e a vida de Adhemar, bicampeão olímpico no salto triplo, nomeadamente a ética, eficiência técnica e física, desportivismo, respeito ao próximo, companheirismo e espírito coletivo

Em 2015, após vencer a importante distinção brasileira Adhemar Ferreira da Silva, um antigo campeão olímpico brasileiro, Guga emocionou-se e partilhou a forma como vê o desporto, talvez menos impiedosa da forma como o fez no vídeo em cima: “O esporte, para o brasileiro, precisa ir além do resultado. A gente fica muito marcado ainda por ganhar, mas para o esporte é muito pouco, esporte serve para a vida, esporte é educação. O esporte é muito”.

Em 2000, o brasileiro fundou o Instituto Guga Kuerten, para ajudar pessoas com deficiência, recorrendo ao desporto para promover a inclusão social, conta o Globo Esporte. O mesmo artigo diz que o trabalho da sua associação já ajudou mais de 60 mil pessoas em Santa Catarina.

Os pastéis de Davydenko e Lisicki

Era uma vez um russo e uma alemã na fábrica que esconde um dos segredos mais bem guardados da improvável e melancólica Lisboa. Long story short: Davydenko e Lisicki, em 2009, aprenderam a confecionar e a devorar os famosos pastéis de nata portugueses. Lisicki não se descaiu e disse que “o segredo iria manter-se um segredo”. Davydenko, mais comedido e sisudo, falava em minutos de satisfação. “Não diria que posso comer centenas, mas dois, três, quatro, não há problema”, admitia o tenista russo. Lisicki, sorridente, estava maravilhada com o sabor do que acabara de produzir.

“Não sou muito bom nisso [cozinhar]. Em casa, é minha mulher (Irina) quem cozinha e eu só como. Mas tenho de ensiná-la a fazer os Pastéis de Belém porque são realmente bons”, soltou Davydenko, aqui citado pelo Ténis Brasil.

Conclusão: os pastéis embalaram-nos para a vitória? No, sir. Davydenko ganhara a prova em 2003 (vs. Calleri) e perdera a final de 2008 (vs. Federer), mas em 2009 desiludiu ao cair na ronda inicial, contra o checo Radek Stepanek. A alemã caiu contra a russa Elena Bovina.

Este torneio não é para portugueses. Verdad, España?

Nadinha. Frederico Gil até esteve perto de fazer história em 2010, quando foi um osso muito duro de roer para Albert Montañés, que assim garantiu o bis na prova. O Estoril Open é, aliás, o salão de festas dos espanhóis, principalmente nos primeiros anos, o que pode ser justificável pela proximidade e pelo facto de ser um torneio recente. Desde 1990, foram 11 os campeões espanhóis no quadro masculino, enquanto no feminino somam-se cinco — a prova começou em 1990, mas esteve interrompida até 1998.

Portuguese Frederico Gil celebrates his victory over Rui Machado, on their Estoril Open tennis match at Jamor Stadium, in Estoril, outkirts of Lisbon, on May 7, 2010. Gil won 4-6, 7-6, 6-3. AFP PHOTO/ LUIS MANUEL NEVES (Photo credit should read LUIS MANUEL NEVES/AFP/Getty Images)

Frederico Gil no Estoril Open, em 2010 (LUIS MANUEL NEVES/AFP/Getty Images)

Entre os nuestros hermanos campeões, observam-se nomes como Emilio Sánchez (1990), Sergi Bruguera (1991), Carlos Costa (1992, 1994), Àlex Corretja (1997), Alberto Berasategui (1998), Albert Costa (1999), Carlos Moyà (2000), Juan Carlos Ferrero (2001) e Albert Montañés (2009, 2010). Nas mulheres veem-se nomes como Ángeles Montolio (2001), Magüi Serna (2002, 2003), Anabel Medina Garrigues (2011) e Carla Suárez Navarro (2014).

Curiosidade: No século XXI, são os argentinos que mais invadem o trono. David Nalbandian (2002, 2006), Juan Ignacio Chela (2004), Gastón Gaudio (2005), Juan Martín del Potro (2011, 2012) e Carlos Berlocq (2014).

Um chão sagrado para monstros do futuro

É à escolha do freguês. Thomas Muster foi bicampeão, em 1995 e 1996. Carlos Moyà e Marat Safin também pisaram a terra batida do Jamor, ambos seriam também número 1 do circuito. Rafael Nadal esteve por cá em 2004, mas teve de abandonar por lesão. David Nalbandian varreu do court central Davydenko (2006); Djoko, como já vimos, limpou Gasquet (2007). Um ano depois, foi a vez de Roger Federer espalhar magia com a sua esquerda a uma mão, imagem que deve estar em loop num qualquer Olimpo do ténis — o suíço bateu Davydenko, em 2008. O génio, que ainda está para as curvas em 2016, conduziu na altura um elétrico pelas ruas de Lisboa.

Swiss tennis player Roger Federer drives a tram in Lisbon on May 4, 2010, during the filming of a promotional campaing for the Estoril Open tennis tournament. AFP PHOTO/ FRANCISCO LEONG (Photo credit should read FRANCISCO LEONG/AFP/Getty Images)

Roger Federer a conduzir um elétrico em Lisboa, em maio de 2010 (FRANCISCO LEONG/AFP/Getty Images)

Juan Martín del Potro seria apenas o terceiro homem a conseguir ganhar dois Estoril Open consecutivos, em 2011 e 2012, imitando o feito de Thomas Muster e Albert Montañés. Sem ser consecutivo, também Carlos Costa, Gasquet e Nalbandian venceram a prova duas vezes.

Nas mulheres, os nomes são mais difíceis de associar a qualquer outra grande conquista (para quem não é um ás no ténis), mas há uma exceção: Li Na. A chinesa até perdeu duas vezes a final do Estoril Open (2005, 2006), mas chegaria ao topo do mundo cinco anos depois, quando venceu Roland Garros. Li Na tornou-se na primeira chinesa a ganhar um grand slam. Em 2014, voltaria a ser feliz, desta vez na Austrália. A carreira acabou com uma lesão no joelho.

Lembre a carreira dos craques que passaram pelo Estoril:

Quem são os tubarões desta edição?

Jo-Wilfried Tsonga era o cabeça de cartaz, mas o homem que parece Ali, número 7 do ranking ATP, e que até já passou pelos campos do Estoril Open (2011), anunciou a desistência na sexta-feira (problemas físicos), na véspera do torneio arrancar. A história do francês está marcada pelo que aconteceu antes da sua vinda ao Jamor, graças às lesões que o castigaram e à forma como se levantou. Uma prova: em fevereiro de 2007, o francês estava no 224.º lugar da lista, mas subiu para sexto (!) no ano e meio seguinte. A fibra e a experiência deste tenista com uma direita poderosa colocavam-no como o grande favorito à edição de 2016.

Gilles Simon (18º), Nick Kyrgios (20º), Benoit Paire (22º), João Sousa (34), Guillermo Garcia-Lopez (37), Borna Coric (41) e Gilles Muller (43) são os mais sérios candidatos agora, na teoria pelo menos. Kyrgios, por exemplo, volta ao Estoril para tentar corrigir o desvio da edição passada: derrota na final com Gasquet.

Vamos, então, a isto. First service

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