A atleta brasileira de voleibol de praia Maria Elisa Antonelli, campeã mundial em 2014 com Juliana Silva, acusou a presença de uma substância proibida durante um controlo antidopagem fora de competição, revelou esta segunda-feira a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) e a CBV informam que o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) identificou na amostra de urina de Maria Elisa Antonelli a presença hidroclorotiazida, um diurético de utilização interdita.

Ainda de acordo com o comunicado da CBV a recolha foi efetuada a 10 de março de 2016 na cidade do Rio de Janeiro, durante controlo fora de competição realizado pela ABCD, e a contra-análise requerida pela atleta comprovou a presença da substância.

“Assim, neste dia 25 de abril de 2016, a CBV recebeu o comunicado da ABCD de todos os factos, para que a Confederação encaminhasse tais factos ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol para que este órgão dê início aos procedimentos disciplinares pertinentes”, refere a nota.

Ainda nesta data, acrescenta o comunicado da CBV, o processo foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol para as providências cabíveis, uma vez que o Tribunal Único para julgamento de processos de dopagem, previsto nos regulamentos, encontra-se em fase de instalação, dentro do prazo legalmente previsto.

A dupla Juliana/Maria Antonelli é uma das mais fortes da atualidade no Brasil, mas encontra-se fora do ‘ranking’ provisório para os Jogos Olímpicos Rio2016, apesar de se encontrar em nono lugar, uma vez que é a terceira do seu país. As duplas Larissa/Talita e Agatha/Barbara, respetivamente primeira e segunda posicionadas do ‘ranking’ mundial, são as virtuais representantes brasileiras no Rio2016.