Eleições Espanha 2015

Espanha. É oficial, novas eleições a 26 de junho

249

O Rei não propôs nenhum candidato à investidura, depois de mais uma ronda com os partidos. Felipe VI não viu qualquer possibilidade de acordo, pelo que a única solução é marcar novas eleições.

JAVIER LIZON/EPA

Felipe VI decidiu não indicar nenhum candidato à investidura como presidente do Governo espanhol. Após a terceira ronda de audições aos partidos, o Rei percebeu que não existia qualquer possibilidade de acordo, já que ninguém tinha reunido apoios suficientes, pelo que a única solução é convocar novas eleições, que terão lugar a 26 de junho. A data poderá ser oficializada a qualquer momento.

O anúncio foi feito ao final da tarde, depois de Pedro Sánchez, líder do PSOE, já ter afirmado que Espanha não teria outra solução que não ir para novas eleições face à impossibilidade de acordo com as outras forças políticas. Sánchez culpa Iglesias, do Podemos, e Rajoy, líder do atual governo PP, do fracasso nas negociações. Na conferência de imprensa realizada após a terceira ronda de reuniões com Felipe IV, o socialista afirmou que tinha dito ao rei que “Não podia vencer o bloco de bloqueio de Iglesias e Rajoy.”

Pedro Sánchez, do PSOE, reagiu com esperança: “A mudança foi adiada dois meses, mas ela virá. Uma mudança criteriosa, progressista, [a mudança] que os espanhóis merecem”.

“O senhor Iglesias vive melhor com o senhor Rajoy como presidente do que comigo”, acrescentou Pedro Sánchez, que não poupou críticas ao líder do Podemos.

O Podemos, por outro lado, culpa o PSOE e Pedro Sánchez por o país ir de novo a eleições. A reação aconteceu também no Twitter:

O dia começou com um repto de última hora do Partido Socialista Espanhol à esquerda para tentar formar Governo. A tentativa de acordo in extremis implicava aceitar várias medidas para conseguir a investidura com o apoio do Podemos, do Ciudadanos e do Compromís. Sem renunciar ao pacto feito com o Ciudadanos, de Albert Rivera — que o Podemos de Pablo Iglesias nunca aceitou –, Sánchez pedira o apoio do Compromís e do Podemos para um “acordo plural”. Porque só um entendimento alargado permitiria a necessária maioria de governação.

Mas Albert Rivera do Ciudadanos disse de imediato que não aceitava o tal acordo alargado e, em conferência de imprensa, rejeitou a proposta e disse que o seu partido já estava a trabalhar no cenário de eleições. “A proposta de acordo nem sequer é digna de ser considerada”, disse Rivera. Era a rutura.

A expectativa de um acordo lançada pelo PSOE, no Congresso dos Deputados, nesta que era a última semana antes de terminar o prazo para ser conseguido um acordo de Governo, incluía várias exigências. Que fosse alcançado em 24 horas, e que obedecesse a três regras. A primeira era que os partidos se comprometessem a apoiar e dar estabilidade ao Governo que viesse a ser formado; a segunda que esse Governo fosse do PSOE, integrando independentes; e a terceira que Pedro Sànchez fosse submetido a uma moção de confiança daqui a dois anos, em junho de 2018. Ou seja, Sànchez governaria por dois anos até ser avaliado.

As eleições foram a 20 de dezembro do ano passado e se até ao próximo dia 3 não houver entendimento (como ficou agora claro), a lei determina que têm de ser convocadas novas eleições, que terão lugar a 26 de junho.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)