Eleições Espanha 2015

Espanha. É oficial, novas eleições a 26 de junho

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O Rei não propôs nenhum candidato à investidura, depois de mais uma ronda com os partidos. Felipe VI não viu qualquer possibilidade de acordo, pelo que a única solução é marcar novas eleições.

JAVIER LIZON/EPA

Felipe VI decidiu não indicar nenhum candidato à investidura como presidente do Governo espanhol. Após a terceira ronda de audições aos partidos, o Rei percebeu que não existia qualquer possibilidade de acordo, já que ninguém tinha reunido apoios suficientes, pelo que a única solução é convocar novas eleições, que terão lugar a 26 de junho. A data poderá ser oficializada a qualquer momento.

O anúncio foi feito ao final da tarde, depois de Pedro Sánchez, líder do PSOE, já ter afirmado que Espanha não teria outra solução que não ir para novas eleições face à impossibilidade de acordo com as outras forças políticas. Sánchez culpa Iglesias, do Podemos, e Rajoy, líder do atual governo PP, do fracasso nas negociações. Na conferência de imprensa realizada após a terceira ronda de reuniões com Felipe IV, o socialista afirmou que tinha dito ao rei que “Não podia vencer o bloco de bloqueio de Iglesias e Rajoy.”

Pedro Sánchez, do PSOE, reagiu com esperança: “A mudança foi adiada dois meses, mas ela virá. Uma mudança criteriosa, progressista, [a mudança] que os espanhóis merecem”.

“O senhor Iglesias vive melhor com o senhor Rajoy como presidente do que comigo”, acrescentou Pedro Sánchez, que não poupou críticas ao líder do Podemos.

O Podemos, por outro lado, culpa o PSOE e Pedro Sánchez por o país ir de novo a eleições. A reação aconteceu também no Twitter:

O dia começou com um repto de última hora do Partido Socialista Espanhol à esquerda para tentar formar Governo. A tentativa de acordo in extremis implicava aceitar várias medidas para conseguir a investidura com o apoio do Podemos, do Ciudadanos e do Compromís. Sem renunciar ao pacto feito com o Ciudadanos, de Albert Rivera — que o Podemos de Pablo Iglesias nunca aceitou –, Sánchez pedira o apoio do Compromís e do Podemos para um “acordo plural”. Porque só um entendimento alargado permitiria a necessária maioria de governação.

Mas Albert Rivera do Ciudadanos disse de imediato que não aceitava o tal acordo alargado e, em conferência de imprensa, rejeitou a proposta e disse que o seu partido já estava a trabalhar no cenário de eleições. “A proposta de acordo nem sequer é digna de ser considerada”, disse Rivera. Era a rutura.

A expectativa de um acordo lançada pelo PSOE, no Congresso dos Deputados, nesta que era a última semana antes de terminar o prazo para ser conseguido um acordo de Governo, incluía várias exigências. Que fosse alcançado em 24 horas, e que obedecesse a três regras. A primeira era que os partidos se comprometessem a apoiar e dar estabilidade ao Governo que viesse a ser formado; a segunda que esse Governo fosse do PSOE, integrando independentes; e a terceira que Pedro Sànchez fosse submetido a uma moção de confiança daqui a dois anos, em junho de 2018. Ou seja, Sànchez governaria por dois anos até ser avaliado.

As eleições foram a 20 de dezembro do ano passado e se até ao próximo dia 3 não houver entendimento (como ficou agora claro), a lei determina que têm de ser convocadas novas eleições, que terão lugar a 26 de junho.

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