O Governo da Guiné-Bissau vai emitir títulos do tesouro no valor de 12 mil milhões de francos CFA (18 milhões de euros), na próxima sexta-feira, para suprir um défice na tesouraria pública, disse esta terça-feira à Lusa o diretor-geral do Tesouro guineense, Wilson Cardoso.

De acordo com aquele responsável, a emissão, a ser feita junto da banca comercial de países da União Económica e Monetária da Africa Ocidental (UEMOA) “é um exercício normal” de gestão do tesouro público que é usado pela quinta vez pela Guiné-Bissau.

Wilson Cardoso, que é também o responsável pela contabilidade pública do país, lembrou que em 2015 o país emitiu títulos do tesouro por duas vezes, tendo obtido “bons ganhos”, frisou.

O empréstimo a ser contraído agora será reembolsável dentro de dois anos, com uma taxa de juro de cinco por cento, de acordo com as regras de funcionamento do mercado obrigacionista da UEMOA.

O Ministério da Economia e Finanças guineense acredita que estará em condições de, em seis meses, pagar o empréstimo, indicou Wilson Cardoso.

O diretor-geral do Tesouro guineense notou que “de forma sazonal” as finanças públicas “são obrigadas” a recorrer aos empréstimos sobretudo em períodos de baixa em termos de coleta de receitas, entre os meses de janeiro a abril.

A situação volta a normalidade entre maio a agosto, período considerado alto na recolha de receitas por coincidir com a campanha de comercialização da castanha do caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau.