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Panama Papers

Sindicato pede ao Expresso que revele jornalistas na lista de pagamentos do GES

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O Sindicato dos Jornalistas pede ao diretor do Expresso para revelar o nome dos mencionados "jornalistas" que fazem parte da lista de pagamentos alegadamente feitos pelo Grupo Espírito Santo.

ANTONIO COTRIM/LUSA

O Sindicato dos Jornalistas pediu ao diretor do Expresso para revelar o nome dos jornalistas que farão parte da lista de alegados pagamentos realizados pelo Grupo Espírito Santo (GES). Esta lista incluirá mais de cem pessoas que terão recebido compensações ou avenças regulares do grupo liderado por Ricardo Salgado.

Em comunicado, o Sindicato de Jornalistas começa por lamentar que o jornal “tenha posto em causa todos os jornalistas ao não identificar aqueles que, segundo afirma, constarão de uma lista de alegados envolvidos numa investigação ao Grupo Espírito Santo”.

Em causa está a investigação aos portugueses, pessoas e instituições, envolvidas com offshores reveladas pelo Panama Papers, uma operação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, da qual fazem parte o Expresso e a TVI. Esta investigação revelou novos dados sobre a ES Enterprise, empresa do GES que já estava a ser investigada pelo Ministério Público por suspeitas de funcionar como um saco azul para realizar pagamentos fora das contas do grupo que era o maior acionista do Banco Espírito Santo.

Na edição de sábado, o Expresso revela que o Ministério Público tem na sua posse uma lista de alegados pagamentos feitos através da ES Enterprise a mais de uma centena de pessoas, onde se incluíam políticos, gestores e jornalistas.

Em carta ao diretor do Expresso, Pedro Santos Guerreiro, o sindicato “insta a que sejam revelados os nomes dos mencionados “jornalistas”, à semelhança do que tem acontecido, aliás, com outros profissionais, de forma a poder atuar em conformidade nos casos que, e se, vierem a ser provados”.

Assinalando que a “credibilidade do jornalismo é fundamental em democracia”, o Sindicato de Jornalistas sublinha que não se deve deixar que essa credibilidade “seja minada por suspeitas cuja existência ainda está por provar, nem permitir que toda uma classe fique sob suspeita”.

Ainda que deixe uma saudação ao jornalismo de investigação, o “Sindicato dos Jornalistas apela a que o jornal Expresso aja com a responsabilidade que lhe compete”.

Consórcio vai divulgar base de dados

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação anunciou que vai abrir ao público uma base de dados com parte da informação que faz parte da investigação dos Panama Papers. Essa divulgação vai ser feita no dia 9 de maio quando passarão a estar disponíveis informações sobre mais de 200 mil entidades que tem sede em paraísos fiscais.

A base de dados vai permitir pesquisar nos dados que vieram da empresa de advogados do Panamá, a Mossack Fonseca, classificada como um dos principais operadores do mundo das offshores. Estes dados incluem informação sobre empresas, fundos e fundações em 21 paraísos fiscais, desde Hong-Kong até ao Nevada, com ligações a mais de 200 países e territórios.

Será também disponibilizada informação sobre as mais de 100 mil empresas que estiveram envolvidas na investigação feita pelo consórcio em 2013 e ficou conhecida como Offshore Leaks.

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