Grupos ligados ao MTST (Movimento de Trabalhadores Sem Teto) organizaram protestos em oito Estados e na região de Brasília a favor do Governo da Presidente Dilma Rousseff.

Os manifestantes bloquearam estradas e ruas exigindo decisões relativas à habitação e ainda protestar contra o processo de destituição da Presidente brasileira.

Na sua página na rede social Facebook, o MTST informa que o objetivo da mobilização é “denunciar o golpe em curso no país e defender os direitos sociais, que serão ameaçados pela agenda de retrocessos apresentada por (vice-Presidente) Michel Temer caso assuma a Presidência”.

Em São Paulo, as ações de protesto começaram às 07:00 locais (11:00 em Lisboa) com bloqueio de várias avenidas, em que os manifestantes empunhavam faixas pró-Dilma e atearam fogo a pneus para impedir a circulação automóvel.

“Em São Paulo já são 13 os pontos paralisados. A ação nacional ocorre de norte a sul, de leste a oeste, e fecha diversas rodovias e avenidas em todo o país contra a agenda de retrocessos representada pelo Golpe e por Michel Temer”, lê-se na página do MTST nas redes sociais.

No Rio de Janeiro, foi fechada a avenida do Contorno, que garante acesso à cidade vizinha de Niterói e também aqui foram queimadas dezenas de pneus, obrigando à intervenção dos bombeiros, após o que a circulação automóvel voltou a ser possível.

Já no Recife, capital do Estado de Pernambuco, uma manifestação organizada pela Frente Brasil Sem Medo interditou um trecho de uma estrada federal, a BR-101.

A Presidente brasileira é acusada de ter cometido o denominado crime de responsabilidade por realizar manobras fiscais e autorizar despesas extras sem autorização do Congresso.

A Câmara dos Deputados (câmara baixa do parlamento) aprovou no passado dia 17 um pedido de destituição contra Dilma Rousseff e o processo está agora a ser analisado por uma comissão especial do Senado (câmara alta).

Os senadores devem votar um parecer sobre as acusações contra Dilma Rousseff nas próximas semanas e, se a decisão deles indicar que ela cometeu algum crime, a chefe de Estado pode ser afastada por 180 dias até ser processada e julgada em definitivo.