A comissão especial para analisar o pedido de destituição da Presidente brasileira, Dilma Rousseff, no Senado (câmara alta do parlamento) inicia esta quinta-feira o período de audiências, ouvindo os advogados da acusação.

De acordo com o cronograma decidido quarta-feira, depois da audição dos autores do pedido de impeachment (destituição) esta quinta, na sexta-feira, será a vez da defesa, a cargo do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

Nesse dia, serão também ouvidos dois ministros convidados, Nelson Barbosa, da Fazenda, e Kátia Abreu, da Agricultura, e um representante do Banco do Brasil.

Composta por 21 senadores titulares e 21 suplentes, a comissão também aprovou a audição, segunda e terça-feira da próxima semana, de professores e advogados pró e contra a destituição de Dilma Rousseff.

A comissão iniciou os trabalhos terça-feira com a eleição do presidente, o senador Raimundo Lira, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e o relator do processo, António Anastasia, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Pelo calendário aprovado, o relatório deve ser apresentado a 04 de maio e, no dia seguinte, a defesa da Presidente terá mais uma oportunidade para se manifestar, desta feita com o parecer em mãos. A 06 de maio, o relatório deve ser votado pelos senadores que compõem a comissão.

O parecer da comissão será, 48 horas depois, votado em plenário, sendo que, nesta fase, basta apenas uma maioria simples de 41 dos 81 senadores para aprovar o pedido de impeachment.

Se tal acontecer, Dilma Rousseff será temporariamente afastada do cargo, por um tempo de até 180 dias, durante o qual o vice-Presidente, Michel Temer, assumirá a Presidência.