O ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Castro, apresentou a demissão do cargo e a exoneração foi esta quinta-feira formalizada com a publicação no Diário Oficial da União (boletim oficial).

A assessoria da pasta tinha confirmado quarta-feira à tarde à agência Lusa que Marcelo Castro iria apresentar o pedido de demissão à Presidente nessa noite.

Antes de assumir o Ministério, em outubro do ano passado, Marcelo Castro era deputado do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), formação do vice-Presidente da República, Michel Temer, que abandonou a coligação governamental.

Marcelo Castro abandonou temporariamente a pasta para votar na Câmara dos Deputados contra o impeachment (destituição) de Dilma Rousseff, mas foi reconduzido no cargo logo a seguir à votação.

Outros cinco ministros do PMDB também já pediram a demissão: Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Mauro Lopes (Aviação Civil), Eduardo Braga (Minas e Energia), Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Helder Barbalho (Portos).

Nesta altura, a única ministra do PMDB que ainda permanece no cargo é Kátia Abreu, titular da pasta da Agricultura e amiga pessoal da Presidente.

O Governo tem assistido a uma série de saídas de partidos e, consequentemente, de ministros nas últimas semanas, devido ao pedido de destituição da Presidente, que prossegue no Senado, depois de ter sido aprovado na Câmara dos Deputados.

Se o processo for aprovado, a Presidente será afastada do cargo, sendo interinamente substituída pelo vice-Presidente, Michel Temer.