O Grupo Parpública apresentou lucros de cerca de 721 milhões de euros em 2015, contra prejuízos de 367,2 milhões de euros em 2014, muito devido à reprivatização da TAP, segundo o relatório e contas da empresa pública.

“O ano 2015 representou, em termos de resultados, um dos melhores anos de sempre do Grupo”, lê-se no documento da sociedade gestora de participações sociais de capitais exclusivamente públicos, que mostra um aumento de 1.103 milhões de euros nos resultados consolidados, passando de um resultado líquido consolidado negativo de 367,2 milhões de euros em 2014 para um resultado positivo de cerca de 721 milhões no final de 2015, correspondentes a um aumento “de 296,4%”.

O relatório justifica que para esta situação financeira consolidada positiva, “muito contribuiu a ‘holding'”, que viu o seu resultado aumentar “269,18% face a 2014, para 746,6 milhões de euros positivos” e o capital próprio a passar de 2.583 milhões de euros para 3.534 milhões de euros, comportamento que “resultou essencialmente do efeito no resultado da alienação da participação na TAP SGPS” e da “realização de capital subscrito por parte do Acionista”.

Além do resultado líquido obtido pela ‘holding’, o Grupo destaca ainda o contributo do segmento das Águas e Resíduos (resultado de 124,3 milhões de euros a 82,9 milhões de euros em 2014). Os capitais próprios consolidados do conjunto das empresas que integram o universo Parpública melhoraram 26,71%, face a 2014, atingindo os 4.648,5 milhões de euros no final de 2015.

No que diz respeito à posição financeira e desempenho da SGPS, o relatório reforça que “o ano 2015 ficou marcado por uma das melhores ‘performances’ de sempre da Parpública”, com o EBIT (resultado operacional) a fixar-se em 790 milhões de euros positivos e o resultado líquido nos 595 milhões de euros.

“Para o resultado líquido positivo observado, um dos melhores de sempre da empresa, contribuiu a alienação da maioria do capital da TAP SGPS à Atlantic Gateway, com a consequente reversão da provisão acumulada (511 milhões de euros) constituída para compensar o capital próprio negativo que a empresa vinha apresentando”, refere o documento.

Além disso e contrariamente a 2014, destacam-se também pela positiva os ganhos (135 milhões de euros) associados à evolução da cotação das ações representativas do capital social da GALP que evidenciaram uma recuperação face aos mínimos atingidos precisamente em finais de 2014. O documento frisa ainda que o comportamento dos dividendos está em linha com os últimos anos, refletindo “uma diminuição progressiva” devido à alienação de participações, totalizando pouco mais de 60 milhões de euros.