Warren Buffett prefere a felicidade de beber uma Coca-Cola do que os benefícios para a saúde de comer brócolos. Esta posição, assumida no sábado durante a reunião anual da empresa do milionário americano, deve contudo ser acompanhada de uma declaração de interesses. A Berkshire Hathaway, empresa financeira que dirige, é o maior acionista da multinacional Coca-Cola.

“Prefiro ir buscar as 2.600 ou 2.700 calorias que preciso todos os dias a coisas que me fazem sentir bem quando as como“, afirmou o investidor de 85 anos na assembleia de acionistas que se realizou no Omaha, estado do Nebraska.

O investidor assegura também que ainda não viu provas que o convençam que será mais fácil chegar aos 100 anos se mudar agora para água e brócolos. A resposta do milionário, citada pela agência Bloomberg, foi uma forma de contornar uma pergunta incómoda colocada por um jornalista do New York Times que o confrontou com a discussão sobre o efeito de bebidas como a Coca-Cola na saúde pública, dadas as provas científicas de que o consumo de refrigerantes com açúcar contribui para a obesidade.

Também o vice-presidente da Berkshire, Charles Munger, de 92 anos, defendeu a honra dos refrigerantes, sublinhando que aqueles que atacam estas bebidas cometem um erro ao ignorar as vantagens de as consumir. Afinal, se as pessoas devem beber oito ou mais copos de água por dia, adicionar sabor a algumas dessas bebidas acaba por ser um benefício. .

Buffett é um defensor público da chamada junk food, investindo em várias empresas que a produzem e vendem. Já no ano passado, o presidente executivo da Berkshire tinha defendido que a felicidade é mais importante do que a longevidade.

Este sábado citou estatísticas que mostram que as mulheres tendem a viver mais tempo que os homens. Os Estados Unidos têm dez mil centenários, enquanto o número de mulheres com mais de 100 anos é de 45 mil.

Se o objetivo é melhorar as perspetivas de longevidade, “para um homem na minha posição, o melhor era mesmo fazer uma operação para mudar de sexo”.