O primeiro cruzeiro que vai fazer a viagem entre os Estados Unidos da América e Cuba zarpou este domingo. Em vez dos típicos lenços brancos no momento da despedida, ouviram-se protestos contra a viagem.

Antes de o barco da Carnival Corp.’s Fathom zarpar, o comandante afirmou que aquela viagem representava o “início de uma nova era”, informa a CNN.

Só que, momentos antes de o cruzeiro iniciar a viagem, um grupo de manifestantes apareceu num barco chamado “Democracia”, erguendo um cartaz onde se podia ler “Castro, porque é que pedes aos cubanos um visto para visitar o seu próprio país?”

Os protestos surgiram depois de uma lei emitida em Cuba a proibir os passageiros nascidos na ilha caribenha de chegar a Havana num cruzeiro. Dias depois de ter sido emitida, a lei foi revogada.

Alguns dos 700 passageiros do cruzeiro demarcaram-se de política, afirmando que a ocasião é histórica e que deve ser aproveitada.

O cruzeiro de sete dias deverá parar em Havana, Cienfuegos e Santiago de Cuba, com o Fathom a promover a cultura cubana, através de aulas de salsa e refeições onde será servida comida típica.

Muitos dos passageiros anseiam por poder comprar charutos cubanos, que são proibidos nos Estados Unidos da América devido a um embargo comercial a Cuba decidido pelo presidente Kennedy e que ainda não foi revogado.