O senador brasileiro Aécio Neves, derrotado por Dilma Rousseff nas últimas eleições presidenciais e que vai ser investigado por um alegado caso de corrupção, disse em comunicado que acha “natural” a investigação, a qual provará a sua inocência.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), do Brasil, enviou esta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que se investigue um alegado caso de suborno envolvendo o senador e relacionada com dinheiro que terá recebido relacionada com a hidroelétrica de Furnas.

Na sua reação ao anúncio da PGR, publicada na página na Internet da sua formação política, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves disse que não há provas que fundamentem a acusação de suborno.

“Quando uma delação é homologada pelo Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com a delação do senador Delcídio Amaral, é natural que seja feita a devida investigação sobre as declarações dadas”, lê-se npo comunicado.

Aécio Neves também frisou que as citações a seu respeito se baseiam no “ouvir dizer” e que não existe nenhuma prova ou indício de qualquer irregularidade.

As alegações contra Aécio Neves figuram no depoimento da delação premiada [prestação de informações em troca de possível redução de pena] do senador brasileiro Delcídio do Amaral, que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal no passado dia 15 de março.

Delcídio Neves é um dos políticos investigados pelo Ministério Público na operação Lava Jato, que investiga a participação de grandes construtoras, executivos e parlamentares nos esquemas de corrupção da Petrobras.

Aécio Neves conclui a nota afirmando que apoia à operação Lava Jato e que está convicto de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas contra ele.