O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, destacou esta terça-feira o “contributo muito decisivo” dado pelo Alentejo para o “trajeto notável de progresso e de afirmação” do setor do vinho em Portugal, nos últimos 30 anos.

“O setor do vinho” em Portugal “conheceu, sobretudo nas últimas três décadas, um trajeto notável de progresso e de afirmação”, para o qual “o Alentejo deu um contributo muito decisivo”, afirmou à agência Lusa o ministro que tutela as pastas da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

Neste período, destacou Capoulas Santos, o Alentejo “foi, talvez, a região que mais progrediu em termos de organização” e “da afirmação e reconhecimento da qualidade do vinho nos mercados interno e externo”.

O ministro da Agricultura falava à Lusa a propósito do 10.º Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo, que vai decorrer em Évora, entre quarta e sexta-feira, no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRA).

O encontro é promovido pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), em conjunto com a Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo (ATEVA), a Universidade de Évora, a Direção Regional de Agricultura e Pescas e a CCDRA.

Questionado sobre a evolução positiva dos vinhos do Alentejo, Capoulas Santos lembrou o “esforço” feito na região para desenvolver o setor, que “começou com a ATEVA”, organismo que, desde 1985, entre outras funções, se dedica à investigação, experimentação, demonstração e divulgação de técnicas que melhorem a vitivinicultura regional.

O setor alentejano dos vinhos, destacou o governante, tem também “sabido, ao longo deste tempo, aproveitar as oportunidades”, como as criadas pelos fundos comunitários e, “em particular”, pelo Programa de Reestruturação da Vinha.

“É, talvez, o programa comunitário que melhor sucesso teve e tem uma grande responsabilidade naquilo que foi a evolução da vitivinicultura nacional e no Alentejo”, disse, apontando ainda os investimentos, com apoio comunitário, feitos na capacidade tecnológica, nas adegas ou no marketing dos vinhos.

Trata-se, pois, de “um setor que orgulha” Portugal e que “tem uma vocação exportadora impressionante”, não obstante “lutar com uma enorme concorrência mundial”, afirmou o ministro.

“Todas as iniciativas que contribuam para melhorar tecnologicamente, para difundir o conhecimento e para introduzir inovação neste setor são bem-vindas”, frisou Capoulas Santos, aludindo ao Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo.

O simpósio, “nascido” em 1989 e realizado de três em três anos – cumpre 30 anos nesta edição -, pretende divulgar o conhecimento técnico e científico ligado ao mundo da vinha e dos vinhos, promovendo também a troca de experiências e o contacto direto entre investigadores e técnicos desta área.

Ao longo de três dias, vão ser debatidos tema como “Enologia e Tecnologia Vitícola”, “Economia e Marketing”, “Mercados Internacionais”, “Sustentabilidade” e “Vinho de Talha”, com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros ligados à investigação e produção vitivinícola.