Um jovem de 24 anos provocou a queda e destruição da estátua de D. Sebastião da Estação Ferroviária do Rossio, em Lisboa, depois de tentar subir ao local para tirar fotografias, avançou à Lusa fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa. De acordo com a mesma fonte, dois agentes visualizaram o acidente, que ocorreu cerca das 23h50 de terça-feira, tendo identificado de imediato o jovem, que não sofreu qualquer ferimento.

O caso foi alvo de notificação, sendo agora dado conhecimento ao Ministério Público, uma vez que se trata de uma estátua que se encontra num edifício classificado como património nacional. De acordo com a mesma fonte, a CP — Comboios de Portugal foi igualmente informada do sucedido.

A estátua do rei D. Sebastião encontrava-se à entrada da Estação do Rossio enquadrada por dois arcos em forma de ferradura, símbolo do mitológico cavalo branco em que, reza a lenda, o rei que desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, em 1578. Diz a história que D. Sebastião irá regressar a Portugal numa manhã de nevoeiro, montado nesse mesmo cavalo.

Infraestruturas de Portugal vai processar jovem

A Infraestruturas de Portugal (IP), entidade que gere as infraestruturas rodoviárias e ferroviárias em Portugal e que é detentora do edifício, irá apresentar queixa contra o jovem de 24 anos que provocou a queda da estátua na terça-feira. Fonte da IP, disse à Lusa que “vamos apresentar queixa por danos ao património do estado”, sublinhando ter-se tratado de um “ato de puro vandalismo”.

A IP está neste momento a “avaliar o valor da peça, que tem 125 anos”, para depois chegar a um número e formalizar a queixa-crime. A estátua faz parte da fachada da estação desde a sua inauguração, em 1890. Existe um replica que se encontra atualmente no Museu do Chiado.

Fonte oficial da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), explicou ao Observador que é à IP que cabe restaurar a peça destruída, uma vez que é ela a detentora da Estação Ferroviária do Rossio. Este restauro não é obrigatório, mas “é conveniente que aconteça”. A DGCP, enquanto entidade reguladora, tem de aprovar o restauro.

Artigo atualizado às 18h03 de 04/05