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O Belém Art Fest está de volta. Veja aqui o que não pode perder

Pelo quinto ano consecutivo, a música vai invadir alguns dos espaços mais emblemáticos da cidade de Lisboa, como o Mosteiro dos Jerónimos ou o Museu Berardo. Tim e Sara Tavares são cabeças de cartaz.

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O festival irá decorrer entre os dias 6 e 7 de maio, em Belém

Andreia Reisinho Costa

O festival irá decorrer entre os dias 6 e 7 de maio, em Belém

Andreia Reisinho Costa

Pelo quinto ano consecutivo, o Belém Art Fest vai invadir os claustros do Mosteiro dos Jerónimos e outros espaços emblemáticos daquela zona de Lisboa para dois dias de muita música, celebrando o melhor da cultura portuguesa. Para a edição deste ano, que se realiza nos dias 6 e 7 de maio, a organização do festival compôs um cartaz com alguns dos melhores artistas emergentes, aos quais se juntam músicos consagrados como Tim e Sara Tavares.

“Tal como nos outros anos, demos primazia a artistas emergentes, que têm apenas um EP ou um álbum e que estão agora a explodir”, explicou ao Observador Pedro Pais, produtor do festival. “O Belém Art Fest deve também funcionar como uma plataforma para artistas portugueses e nós, nos últimos anos, temos lançado muitos artistas em início de percurso.”

Para Pedro Pais, um dos objetivos do festival é também “trazer vida a Belém”, uma zona onde, durante a noite, pouco ou nada acontece. “Durante o dia há muitos turistas mas, à noite, é uma zona muito parada, mas muito rica em património.” Composto por quatro palcos distribuídos pelo Mosteiro dos Jerónimos, a Praça do Império e o Centro Cultural de Belém, o festival é, assim, uma forma de “dinamizar os espaços culturais”.

“É um festival que pode continuar a crescer”, garantiu Pedro Pais. “Temos esperança de voltar a conquistar o Museu dos Coches e o Museu da Presidência”, que integrou o circuito do festival na terceira edição. O objetivo é, acima de tudo, expandir cada vez mais o espaço do Belém Art Fest e atrair mais público, claro. Para a edição deste ano, que registou um crescimento considerável, a organização espera receber cerca de dez mil pessoas, com muita gente no Jardim da Praça do Império. Isto se o tempo ajudar.

Mas a previsão de chuva para o fim de semana não parece preocupar Pedro Pais, apesar de admitir que isso se pode refletir no número de visitantes. “O jardim tem zonas cobertas. Tem a tenda 7Up, e o palco também é coberto. E vamos ter chapéus gigantes”, espalhados pelo espaço. Quer chova ou faça sol, quem se deslocar até Belém este fim de semana terá sempre a possibilidade de passar pelo jardim, onde acontecerão muitas das atividades extra-concertos.

A música do Belém Art Fest

No primeiro dia do festival, o grande cabeça de cartaz é Sara Tavares, que levará ao palco do Mosteiro dos Jerónimos os êxitos de 22 anos de carreira. Na mesma noite, mesmo ali ao lado no Museu de Arqueologia, irão atuar os Balla, que irão apresentar temas do último álbum de originais intitulado (ironicamente) Arqueologia.

[Clique nos círculos para ver os artistas confirmados para cada palco do festival]

O dia forte do festival é sábado. A encabeçar o dia estará a voz dos Xutos & Pontapés, Tim, que irá também atuar no palco do Mosteiro dos Jerónimos. “O Tim já cantou em muitos sítios em Portugal, mas nunca cantou nos claustros do mosteiro”, salientou Pedro Pais. “Um dos objetivos do festival também é esse — trazer artistas para espaços inusitados.”

Para 7 de maio, está também confirmador Salvador Sobral, “um miúdo de enorme talento”, como lhe chamou Pedro Pais, que irá apresentar temas do seu primeiro álbum, Excuse Me, lançado em março. No mesmo dia, no palco do Museu de Arqueologia, irão atuar os Cave Story, banda nascida em 2013 nas Caldas da Rainha, gente que faz do melhor rock que as garagens deste país têm visto.

Ao palco do Museu Berardo, irão subir os D’Alva, projeto de Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro, dupla que trabalha canções pop como poucos — “temos muita sorte em tê-los cá este ano”, disse o produtor do Belém Art Fest. Mais à noite, o palco será dos Mirror People, projeto de Rui Maia, dos X-Wife, experiente apaixonado pelas coisas da dança.

Mas como o Belém Art Fest não se faz só dentro de portas, este ano o festival vai voltar a estender-se até ao Jardim da Praça do Império. Além de um mercado de street food, design, artesanato e de várias atividades ao ar livre, o jardim de Belém servirá também de palco a vários concertos quase exclusivamente virados para o rap e o hip-hop.

Para dia 6 de maio, estão confirmados o DJ X-Acto, os Pirataria 2635, uma presença que começa a ser habitual no festival, e o rapper Bully. No dia 7 de maio, o palco da Praça do Império, que este ano foi alargado, estará a cargo dos Wack que, depois das atuações de 2014 e 2015, foram convidados para construir uma programação especial.

Seguindo o conceito #refresh, o grupo convidou alguns dos melhores nomes do hip-hop nacional a remisturarem as suas músicas e a criarem concertos únicos. Cada atuação irá juntar um produtor, um scratcher e vários MCs. A abrir o palco no dia 7, estará o DJ Ketzal e, a fechar, Rolézinho, grupo nascido em fevereiro de 2015 no Copenhagen Bar.

Então e novidades?

Uma das novidades deste ano é o Palco Gerador, no Museu Berardo. Este será “dedicado a outras formas de arte, para lá da música”, explicou Pedro Pais. “Dizer que é um palco de teatro seria redutor, mas é um palco onde os artistas vão interagir com o público.”

Além do Palco Gerador, haverá uma nova sala, “alocada ao Instituto Gulbenkian de Ciência, com uma instalação que explora os efeitos da música e da luz”. A instalação, “Morfogénese Musical”, é o resultado de uma parceria entre cientistas, músicos, arquitetos, engenheiros e comunicadores de ciência, e estará exposta no Museu de Arqueologia, mas numa sala que pertence ao Museu da Marinha. “Porque o Mosteiro dos Jerónimos está dividido em três”, como referiu Pedro Pais.

E porque o festival não vive só de música, este ano haverá uma exposição de pintura, com quadros da autoria de Beatriz Manteigas, um workshop de fotografia em festivais e ainda as Rap Talks, um debate criativo e sem tabus sobre rap e hip-hop, dois géneros que estarão muito presentes na edição deste ano. As conversas irão decorrer no segundo dia do festival, no Palco do Jardim da Praça do Império. A falar sobre o tema estarão o DJ Kwan e o street artist Dish. A conversa será moderada por Tomás Martin.

Os bilhetes diários para o Belém Art Fest custam 15 euros e o passe para os dois dias 20 euros. Podem ser comprados através de Bilheteira Online, aqui.

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