George H.W. Bush e o seu filho George W. Bush, ambos republicanos e ex-presidentes dos Estados Unidos, não vão apoiar Donald Trump, mesmo agora que o milionário ficou sozinho na corrida e com o caminho aberto para a nomeação como candidato a Presidente dos Estados Unidos nas eleições que decorrem no final deste ano.

A notícia é avançada pelo jornal britânico The Guardian que cita os porta-vozes dos dois ex-presidentes. No caso de George W. Bush, o mais recente dos Bush que liderou a administração norte-americana (entre 2001 e 2009), o seu porta-voz garante que este “não tem planeia participar ou comentar a campanha presidencial”.

Num outro comunicado, o porta-voz de George H. W. Bush, presidente entre 1989 e 1993, e agora com 91 anos, garantiu que este “está retirado da política”, admitindo que fez algumas coisas para ajudar Jeb Bush, o seu segundo filho a tentar chegar à presidência que acabou por cair ainda nas primárias, mas que “essas foram as exceções que confirmam a regra”.

A decisão está longe de ser inesperada e se por um lado revelam o desencanto do establishment republicano pela figura de Donald Trump, também não deve ter sido imune aos ataques ferozes e muitas vezes pessoais de Trump a Jeb Bush, à presidência do seu irmão George W. Bush e até aos comentários sobre a mãe dos dois.

Donald Trump acusou George W. Bush de mentir sobre a existência de armas de destruição de maciça no Iraque para justificar a invasão de 2003 e até de ter responsabilidades nos ataques de 11 de setembro de 2001.

A família Bush é ainda muito poderosa nas fileiras do partido republicano e comanda atrás de si uma legião de milionários que financiam as campanhas dos candidatos republicanos, algo que Trump é quase imune, já que o empresário tem uma fortuna pessoal considerável e tem vindo a financiar boa parte da sua campanha.