Cultura

Sugestões para um fim de semana em cheio

Entre o regresso do World Press Photo, do FIMFA e da Máscara Ibérica, um festival de cerveja, teatro culinário e o início da Capital da Cultura do Eixo Atlântico, há muito para aproveitar.

O Théâtre La Licorne faz parte do programa do FIMFA, que começa esta quinta-feira e continua até dia 22

Eric Legrand

Autor
  • Sara Otto Coelho

primavera_norte (1)

Este sábado, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, recebe a estreia da Company Wayne McGregor em Portugal. O premiado coreógrafo britânico vai apresentar a peça “Atomos”, com 10 bailarinos em palco, naquele que é a única data marcada por cá. É um espetáculo, mas é também uma experiência sensorial. Na dúvida sobre o que vai acontecer, é comprar um bilhete (10 euros) e estar na sala às 22h00 em ponto.

Na Fábrica Santo Thirso acontece a II edição do Santo Tirso Market By Amazing Bazaar. E o que é isso exatamente? Várias coisas. É mercado de comida e venda de produtos biológicos, mas é também desfiles de moda, venda de vestuário e acessórios, concertos (Rita Redshoes, por exemplo) e um desfile de carros clássicos. Vale a pena passar por lá no sábado, entre as 11h00 e as 23h00. A entrada é gratuita.

O sol pode não brilhar tanto (ou absolutamente nada) como no fim de semana passado. Mas Matosinhos vai estar igualmente apetecível, com o primeiro momento da Capital da Cultura do Eixo Atlântico, este ano partilhada entre Matosinhos e Vila Real. Na sexta-feira e no sábado, às 22h00, 22h30, 23h00 e 23h30, a fachada dos paços do concelho vai ser a tela do espetáculo multimédia “Mar de Luz”. Da autoria do atelier OCubo, o espetáculo explica a relação da cidade com o mar, recorrendo à tecnologia de projeção 3D conjugada com música, com bailado e com a atuação ao vivo de uma cantora lírica. O acesso é gratuito.

Já agora, é também este fim de semana que começam as Festas do Senhor de Matosinhos, o que significa fogo-de-artifício, feira de artesanato, carrosséis, farturas e sardinhas assadas. O programa completo está todo aqui.

mar de luz ocubo videomapping

Imagem do espetáculo “Mar de Luz”. © Divulgação

O coletivo Teatro do Vestido estreou, na quinta-feira, uma peça que entra pela casa das pessoas. Literalmente. “Espólios“, da autoria de Joana Craveiro, tem início no Teatro Carlos Alberto, no Porto, às 20h30. 15 minutos depois, atores e espetadores partem a pé em direção a sete casas particulares dispostas ao longo da Rua da Firmeza, Rua João das Regras, Rua D. João V e Rua do Bolhão. O objetivo é ver como “os lares são lugares especiais de intimidade, de partilha, de acumulação e despojamento, de relações que combinam afeto, beleza, esperança, nostalgia e amor”. A viagem ao centro do materialismo faz-se até 15 de maio, de quarta-feira a domingo, em troca de 10 euros.

O festival Dias Da Dança despede-se do Porto com dois espetáculos da coreógrafa e bailarina cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas, “Jaguar” e “De Marfim e Carne – As Estátuas Também Sofrem”, e também com uma festa de encerramento. Esta última está marcada para sábado, às 22h00, no espaço da mala voadora, na Rua do Almada, com animação da dupla artística João & Alice. A partir das 02h00, a festa continua no Plano B. A boa notícia é que para o ano há mais.

primavera_centro (1)

Na sexta-feira à noite passa pelo Auditório de Espinho um dos grandes mestres norte-americanos da guitarra, Glenn Jones. Com as suas afinações próprias na guitarra e no banjo, o músico vai apresentar o mais recente disco, Fleeting, lançado em março. Os bilhetes custam sete euros.

Depois da passagem por Lisboa, Cascais e Belmonte, a Judaica – Mostra de Cinema e Cultura chega a Castelo de Vide. Até domingo há 17 atividades para aproveitar, entre exposições (“Documentação e Bibliografia Judaica”), conversas (Richard Zimler e Carolina Tapadejo), uma visita guiada à Judiaria e até uma tertúlia sobre a celebração do Shabat.

No centro da programação está o cinema, claro. Um dos filmes em cartaz é “Eichmann, o Espetáculo”, que passa no Cine-Teatro Mouzinho da Silveira, sábado às 21h30, e que recorda o momento da história em que, após vários anos em fuga, o oficial nazi Adolf EichmannEichmann foi sequestrado pela Mossad, na Argentina, em 1960, e levado para Israel.

A propósito da comemoração dos 500 anos da Misericórdia de Viseu, a Orquestra Gulbenkian dá um concerto na sexta-feira, às 21h30, na Sé de Viseu. O maestro Pedro Neves vai estar a dirigir um concerto onde serão tocadas a abertura Sinfónica n.º3 (Joly Braga Santos), o concerto para Piano e Orquestra (Mário Laginha) e a Sinfonia n.º5, em Dó menor, op. 67 (Ludwig van Beethoven). O acesso é gratuito.

Coelhos, veados e até um rapaz bolota vão estar à solta em Coimbra, para alegria das crianças (e dos fãs do cinema de animação). O programa “Filminhos infantis à solta pelo país” leva, às 11h00 de sábado, várias curtas de animação de diferentes países ao Cine Teatro Gil Vicente, em Coimbra. A entrada custa quatro euros.

primavera_sul (1)

Aviso: o primeiro fim de semana completo de maio é tão cheio de eventos que é inevitável ter de deixar passar alguma coisa. Começamos pelo Open Day da Lx Factory, que acontece duas vezes no ano. Com uma grande novidade: desta vez, são três dias de exposições, concertos, DJ sets (sexta-feira às 22h00, por exemplo, estão de serviço Cláudia Guerreiro e Hélio Morais, de Linda Martini), performances, mercados, workshops e o que mais couber na extensa programação. Um dos destaques é o Pátio da Cerveja – Lisbon Beer Fest, com mais de 100 cervejas artesanais portuguesas e espanholas para provar, assim como workshops, palestras e provas comentadas para saber mais sobre a bebida. A entrada é gratuita, mas para beber é preciso comprar um copo que custa três euros.

Quem também está de volta a Lisboa é o FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa. Até 11 de maio, quem for ao Cinema São Jorge terá ao dispor 74 obras, entre longas e curtas-metragens de ficção e documentários. Para além das três secções competitivas, há a Mostra de Cinema Brasileiro, a Mostra de Inclusão Social, o FESTin + dedicado à 3ª idade, e a Mostra Festinha, para o público infantil. O programa está todo aqui. Os bilhetes normais custam três euros.

Durante dois dias, a cultura portuguesa ocupa o Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, o Museu Coleção Berardo, o Museu Nacional de Arqueologia e o Jardim da Praça do Império, com uma programação 100% nacional. Falamos do Belém Art Fest, que na sexta-feira vai ter concertos de Sara Tavares, Balla, Captain Boy e The Happy Mess. No sábado, as atuações serão de Tim, Cave Story, Gospel Collective, Salvador Sobral, D’Alva, Thunder & Co. Durante os dois dias, a zona vai ter workshops, exibições de dança, stand up comedy, um mercado de street food e também um mercado português de design e artesanato. A entrada custa 15 euros para um dia ou 20 euros para os dois.

O melhor do fotojornalismo feito em 2015 está em exposição no Museu da Eletricidade, em Lisboa. Falamos, claro, do World Press Photo, que até 22 de maio tem cerca de 150 fotografias em exibição, entre as quais as do australiano Warren Richardson, que conquistou o 1º prémio com uma imagem que mostra dois refugiados a fazerem passar um bebé através de uma vedação de arame farpado na fronteira entre a Sérvia e a Hungria. Também lá está o trabalho do fotógrafo português Mário Cruz, da agência Lusa, vencedor na categoria “Assuntos Contemporâneos”. O jornalista concorreu com um ensaio fotográfico sobre a escravatura de crianças no Senegal e na Guiné- Bissau, intitulado “Talibes, Modern Day Slaves”. O World Press Photo pode ser visitado de terça a domingo, das 12h00 às 20h00, e a entrada custa dois euros.

fotografia do ano. World Press Photo

O World Press Photo está em eposição em Lisboa. Para o júri, esta foi a melhor foto de 2015. © Warren Richardson

Bob Dylan está na Cinemateca. OK, o evento é bom, mas não é assim tão bom que tenha mesmo a presença física do autor de “Mr. Tambourine Man” em Lisboa. O que se passa é que o músico, compositor, poeta e herói americano faz 75 anos este mês e a Cinemateca dedica-lhe um ciclo feito de filmes com ou sobre ele. Na sexta-feira às 19h00, por exemplo, passa “Eat the Document”, uma média-metragem que o próprio Dylan lançou em 1972. No sábado, às 21h30, a tela vai passar “Pat Garrett and Billy the Kid”, de Sam Peckinpah, com banda sonora e atuação do aniversariante.

Já chega de propostas? Not quite. A 16.ª edição do FIMFA Lx – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas também começa esta quinta-feira, com o desafio de levar o público a descobrir a arte da marioneta contemporânea. Com produção da companhia A Tarumba, estarão presentes criadores de diferentes países, com temas que abordam desde o circo às convulsões sociais, passando pela guerra a questão dos refugiados. Para as crianças, destaque para a peça “Barba Azul (sábado e domingo às 16h00, no Teatro Taborda), a mais recente criação da companhia Teatro de Marionetas do Porto. Bilhetes a partir dos três euros.

Também esta quinta-feira arranca o Festival Internacional da Máscara Ibérica, que vai levar ao Rossio, em Lisboa, 28 grupos, três bandas e mais de 500 mascarados vindos de Portugal, Espanha e também Itália. Concertos, mostra de regiões, animação de rua, tertúlias, danças tradicionais, workshops e um grande desfile com todos os grupos de mascarados, no sábado às 16h30, é tudo o que o público poderá encontrar até domingo. O acesso é gratuito.

imperial de ourique tp2

O Festival da Francesinha está até domingo na FIL. Para quem prefere um restaurante à confusão do evento, a “Imperial de Ourique” é uma boa opção. © Tiago Pais / Observador

Na FIL começou esta quarta-feira mais uma edição do Festival da Francesinha, com as presenças dos restaurantes portuenses Capa Negra, Cufra, Madureira’s, Majára, Alfândega Douro, Alicantina e Yuko Tavern. Para quem não se dá bem em grandes filas e prefere o conforto de um restaurante, relembramos onde se podem comer as melhores francesinhas de Lisboa.

Mais de 100 entrevistas e 250 horas de gravações resultaram no documentário “Mar de Sines“, um projeto de cinema com a comunidade. Nele, o realizador Diogo Vilhena reúne os testemunhos de três gerações de pescadores de Sines. Para quem nunca viu ou quer rever, a Câmara Municipal exibe o documentário no Centro de Artes de Sines, sexta-feira às 21h30 e no domingo às 16h30. A entrada é gratuita. Bom serviço público.

Teatro culinário? Sim, existe, e vale a pena fazer já a inscrição no “Pasta e Basta – um mambo italiano“, que chega quinta e sexta-feira, às 19h00, ao Salão dos Bombeiros Voluntários de Odemira, em Beja. Da autoria do encenador Giacomo Scalisi, em co-criação com o ator Miguel Fragata e o escritor Afonso Cruz, o espetáculo destina-se a “todos os que gostam muito de cozinhar”. O público vai pôr, literalmente, as mãos na massa, num ambiente intercultural. O acesso é livre, mas limitada a 60 pessoas por sessão. Reservas para o email odemiraterritorioeducativo@cm-odemira.pt ou através do número 963 363 204.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
IAVE

Errare humanum est… exceto para o IAVE!

Luís Filipe Santos

É grave tal atitude e incompreensível este silêncio do IAVE. Efetivamente, o que sempre se escreveu nos anos anteriores neste contexto foi o que consta na Informação-Prova de História A para 2018.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)