O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou este domingo que uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia (UE) terá “consequências imprevisíveis na convivência dos europeus”.

Os britânicos vão pronunciar-se, através de referendo marcado para 23 de junho, sobre se querem ficar ou sair da União Europeia — o chamado ‘Brexit’ — e as sondagens apontam para uma indecisão.

Em caso de voto negativo, uma saída “terá seguramente consequências imprevisíveis na convivência dos europeus”, afirmou Juncker, em entrevista aos jornais do grupo alemão Funke Mediengruppe, a publicar na segunda-feira, e que está a ser citada pela AFP.

O responsável europeu acrescentou que “não quer de todo especular” sobre este assunto, até porque diz estar “convencido de que os britânicos vão decidir com razoabilidade”.

“Todos os europeus estão ligados [à ideia de que] o Reino Unido continue na família”, afirmou Jean-Claude Juncker, recordando que a UE aprovou em fevereiro “um acordo justo” com o Reino Unido para responder às preocupações do país.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, conseguiu, em fevereiro deste ano, um compromisso com os outros 27 Estados-Membros da UE e está agora a fazer campanha pela manutenção do país, no grupo dos 28.

Com este acordo, o Reino Unido reforçou o seu estatuto especial: conseguiu aprovar medidas protecionistas para a City de Londres, ainda que não use o euro como moeda, bem como impor novas restrições ao acesso por parte dos migrantes europeus ao seu sistema de apoios sociais.