Khurram Zaki condenou durante vários anos os grupos religiosos extremistas do Paquistão, a sua terra natal. Este sábado a luta do ativista de 40 anos chegou ao fim, quando foi fuzilado por um grupo de terroristas.

O ativista de 40 anos foi baleado num restaurante em Karachi, no Paquistão. A notícia foi adiantada à CNN pelo advogado e ativista Jibran Nasir, que afirmou que Zaki lhe tinha contado que tinha recebido várias ameaças de morte devido aos seus comentários contra o extremismo religioso.

A unidade paquistanesa do grupo terrorista Talibã reivindicou a autoria do homicídio, através de um porta-voz que afirmou: “Os nossos quatro amigos em Karachi conduziam duas motas e, com sucesso, alvejaram Khurram Zaki.”

Khurram Zaki, editor do blogue Let us Build Pakistan [Vamos Construir o Paquistão], que pretende conseguir criar um “Paquistão progressista, inclusivo e democrático” era muito profícuo nos textos que escrevia contra os Talibãs paquistaneses.

Numa publicação deste domingo do blogue, podia ler-se: “A sua morte é a sombria lembrança de que quem levantar a voz contra os Talibãs no Paquistão não será poupado. E é também uma lembrança de que quando têm de matar, eles não falham”.