Marcelo Rebelo de Sousa está “preocupado” com o decréscimo das exportações, mas afirmou que não partilha do pessimismo de quem culpa o atual Governo por esta queda. “Há que estar preocupado com a conjuntura internacional, mas não entrar em alarmismo quanto aquilo que não é uma tendência global e homogénea de quebra das exportações portuguesas”, disse o Presidente da República.

O Presidente apontou o dedo à conjuntura mundial instável, ao panorama dos países produtores de petróleo e à desaceleração das economias emergentes para justificar a descida das exportações portuguesas, mas rejeita culpas do atual Governo. “Eu não partilho do pessimismo daqueles que dizem que isto é sinal irreversível de erro de política económica ou instabilidade vivida em Portugal”, defendeu o Presidente numa conferência na Gulbenkian. Se assim fosse, não teria havido o (ligeiro) aumento das exportações para o resto da Europa, defendeu Marcelo.

Os consensos voltaram a entrar no discurso do Presidente, afirmando que estes são importantes em Portugal já que a economia do país “não é muito grande”, a sociedade está “envelhecida” e que como a “realidade envolvente não está favorável”, tudo aconselha a consensos nacionais. Soube-se na terça-feira que as exportações nacionais baixaram 3,9% em março de 2016 em comparação com o mesmo mês do ano passado, informou o Instituto Nacional de Estatística (INE)