O cão-guaxinim, também conhecido como tanuki, é uma espécie que faz parte da família dos canídeos, embora não seja um cão. São originários da Sibéria e do Japão, mas foram introduzidos na União Soviética entre as décadas de 1930 e 1950 por causa das suas peles. A partir daí, espalharam-se por vários pontos da Europa, mas especialmente na Escandinávia. Na Suécia, são atualmente uma praga e as autoridades estão empenhadas em acabar com eles, conta a BBC Mundo.

O principal problema é que estes animais, aparentemente amorosos, representam uma ameaça para a fauna selvagem, uma vez que comem espécies como pássaros ou anfíbios que nidificam em zonas húmidas. Esta espécie, à semelhança das raposas, reproduz-se muito rapidamente, podendo levar à extinção dos animais de que se alimentam.

Num só ano, nascem um milhão de tanukis na Finlândia. Na Suécia, Dinamarca e Noruega não é permitido tê-los como animais de estimação.

O plano de contingência em relação a esta espécie na Suécia já está em andamento há uma década e conta com o apoio da população, que avisa de cada vez que avista um animal. O método utilizado para captar estes animais foi inspirado num modelo aplicado pelos governos do Equador e de Espanha para erradicar cabras nas Galápagos, mas também já foi adotado em ratos no México, porcos na América do Norte e camelos na Austrália.

O método consiste em apanhar um macho, estetizá-lo, etiquetá-lo e libertá-lo. Os cães-guaxinim mantêm-se com o mesmo par durante toda a sua vida, por isso, quando são libertados, vão procurá-lo. A equipa monitoriza os movimentos do animal e, quando este para, vão ao seu encontro, porque acreditam que chegou ao pé do seu par e nesta altura capturam os dois.

É um processo cruel, mas é um mal necessário, de tal forma que nem as associações de defesa dos direitos dos animais contestaram a medida, porque é essencial para preservar outras espécies.