O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) admitiu que a cimeira dos nove prevista para julho possa ser adiada, garantindo porém que será concretizada “pelo menos até ao fim do ano”.

Murade Murargy indicou que a recente crise política no Brasil, que culminou com o afastamento temporário da Presidente Dilma Rousseff, poderá ter implicações no agendamento da cimeira e que irá contactar rapidamente o Presidente interino brasileiro, Michel Temer.

Murargy lembrou que até ao fim deste ano, além da crise política no Brasil, onde decorrerão também os Jogos Olímpicos em agosto, haverá ainda eleições Presidenciais em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde (que também terá eleições autárquicas).

O secretário-executivo da CPLP lembrou, por outro lado, a nova instabilidade política na Guiné-Bissau, que culminou na quinta-feira com o Presidente José Mário Vaz a demitir o primeiro-ministro, Carlos Correia, e o seu Governo, empossado em setembro de 2015.

A cimeira da CPLP, entre outros temas, irá eleger a nova presidência da comunidade, que passa de Timor-Leste para o Brasil, bem como proceder à substituição do atual secretário-executivo, tendo como única candidata à sua sucessão a antiga primeira-ministra e atual governadora do Banco Central de São Tomé e Príncipe, Maria do Carmo Silveira.