“Pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castellar, que venha para Caracas”, disse Nicolas Maduro, que considera que houve “um golpe de Estado” no Brasil, em declarações transmitidas pela rádio e pela televisão.

“Estivemos a avaliar (…) esta dolorosa página da história do Brasil (…). Quiseram apagar a história com uma jogada totalmente injusta com uma mulher que foi a primeira presidente que teve o Brasil” afirmou.

Maduro classificou o afastamento de Dilma Rousseff, na sequência da decisão do Senado, “uma canalhada contra ela, contra a sua honra, contra a democracia, contra o povo brasileiro”.

Insistindo em que houve um golpe de Estado no Brasil, apelou aos seus homólogos na região para que reflitam no que aconteceu com Dilma Rousseff.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Nicolas Maduro advertiu para o perigo do “vírus do golpismo” voltar a tomar conta da América Latina, arrastando consigo “grandes convulsões sociais outra vez”.

Dilma Rousseff foi afastada temporariamente da Presidência do Brasil na quinta-feira, por um prazo máximo de 180 dias, por o Senado ter aprovado a instauração de um processo de ‘impeachment’ (destituição) da chefe de Estado.

O até agora vice-presidente do Brasil, Michel Temer tornou-se, no mesmo dia, Presidente interino.

O Senado irá agora julgar Dilma Rousseff, mas a chefe de Estado só será afastada definitivamente se for condenada por uma maioria de dois terços dos eleitos naquele órgão.