A ministra da Administração Interna (MAI) destacou esta segunda-feira o “grau de prontidão” da Unidade de Intervenção (UI) da GNR em diversos domínios, como a deteção de explosivos, reposição da ordem pública, operações especiais e prevenção de fogos florestais.

Constança Urbano de Sousa falava aos jornalistas no quartel da Pontinha, no final da cerimónia de aniversário da UI da GNR, que tem como subunidades, o Grupo de Intervenção da Ordem Pública (GIOP), Grupo de Intervenção de Operações Especiais (GIOE), Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) e Grupo de Intervenção Cinotécnica (GIC).

A ministra referiu que a UI integra as “valências mais jovens” da GNR e que, nos últimos anos, teve um “desenvolvimento notável” porque “nasceu do zero e está agora num grau de prontidão que é visível”.

Observou, a propósito, que Portugal “vai entrar na fase dos incêndios” e que o GIPS tem revelado ser “uma força insubstituível ao nível do ataque inicial”, evitando incêndios florestais de grandes dimensões.

Na sua intervenção oficial, diante das várias subunidades em parada, a ministra apontou ainda a formação e aptidão da UI da GNR em “gerir incidentes críticos e de violência concertada”, notando que as “situações de risco exigem militares altamente treinados”.

No seu discurso, o Comandante da UI major-general, José Manuel Lopes dos Santos Correia, referiu que a UI, “apesar de jovem”, já tem um “forte legado” e salientou o “elevado grau de especialização”, treino e formação dos seus homens, alguns deles com provas dadas em palcos como Timor-Leste e Iraque.

Num breve balanço da atividade da UI nos últimos 12 meses, referiu que o Grupo de Intervenção e Ordem Pública apoiou o dispositivo e diversas entidades em mais de 1.900 missões, representando uma média de 35 ações semanais, em ações de apoio a espetáculos desportivos, operações, patrulhamento, escoltas e ações de segurança física a instalações, sem incluir a formação, guarda de honra, honras fúnebres e tiro e exercícios.

Quanto ao Grupo de Intervenção de Operações Especiais – disse – cumpriu dezenas de ações de combate à criminalidade organizada, violenta e grave, no cumprimento de mandados de busca e detenção e resolução de incidentes técnico-policiais. Foram ainda efetuadas cerca de 800 diligências de investigação que levaram á detenção de dezenas de suspeitos pelo crime de associação criminosa, adiantou.

O Grupo de Intervenção Cinotécnico efetuou 132 ações de guarda e patrulha em reforço ao dispositivo, 1.183 ações de segurança a instalações sensíveis e 389 ações de deteção de odores, particularmente em casos de desaparecimentos de crianças e idosos.

O Centro de Inativação de Explosivos e Segurança em subsolo procedeu a 74 ações e assegurou o “screening” de vários locais, no âmbito da prevenção.

No ciclo de um ano, o Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro realizou 3.545 saídas em meios aéreos a que corresponderam 2.061 intervenções de ataque inicial aos fogos florestais, 2.009 destas com sucesso.

“Estas intervenções constituem uma impressionante taxa de sucesso de 97,5%”, disse o Comandante da UI, notando que “muitas destas intervenções são em apoio a populações em risco”.

Na intervenção, o Comandante da UI aludiu também aos novos desafios que o terrorismo internacional coloca às unidades especializadas da GNR.

A cerimónia finalizou com a imposição e condecorações e com o desfile das forças em parada e demonstração de meios e valências da UI.